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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Quiz 13: PORTUGUÊS - 3ª Série (Ens. Médio)

Quiz 13: PORTUGUÊS - 3ª Série (Ens. Médio)
Quiz 13: PORTUGUÊS - 3ª Série (Ens. Médio)

1. (SAEPI). Leia o texto abaixo.

TV na madrugada

    O humorista Chico Anysio, de 72 anos, acostumou-se a dormir menos de cinco horas por noite. Todos os dias, vai para a cama à 1 e meia da madrugada e às 6 da manhã já está de pé.

    “Nem preciso de despertador para acordar”, diz. Durante a madrugada, enquanto o resto da casa está dormindo, Chico assiste a filmes na TV a cabo. “Decidi ficar menos na cama para aproveitar melhor o tempo”, explica. “Antes eu também trabalhava à noite, mas parei. Agora só trabalho de dia”, diz. Chico conta que quando era mais jovem dormia oito horas por noite. “Eu me mexia tanto que a cama até saía do lugar”, brinca. Mesmo com as poucas horas de sono que tem hoje, Chico avalia que dorme bem. “Meu sono é tão profundo que acordo na mesma posição em que dormi.”

Veja. ed. 1821, 24 set. 3, p. 103.

De acordo com esse texto, Chico Anysio


2. (SAEPE). Leia o texto abaixo.

Das estrelas ao GPS

    Atualmente, é muito mais fácil viajar do que era no passado. As viagens foram facilitadas tanto pelo desenvolvimento de novas tecnologias como pelo aumento do próprio número de viagens, o que levou a seu barateamento e tornou-as mais acessíveis para grande parte da população.

    Antes do advento dos aviões a jato, as viagens aéreas para grandes distâncias eram algo penoso, principalmente por conta da pequena autonomia das aeronaves. Em qualquer viagem, mesmo dentro do Brasil, era preciso fazer várias escalas para abastecê-las. Hoje, os aviões de passageiros são capazes de viajar mais de 10 mil km sem necessidade de abastecimento.

    Uma das coisas mais importantes em qualquer viagem é conhecer bem a rota e saber se a está seguindo corretamente. Desde a antiguidade, o homem criou várias formas de se orientar e encontrar os caminhos certos em suas viagens, que antes de serem simplesmente para as férias de verão, carregavam a missão de descoberta e exploração.

    A melhor tecnologia disponível hoje para determinar a posição exata de um ponto é o GPS – sigla de Global Positioning System. Em Português, Sistema de Posicionamento Global. O sistema utiliza satélite com relógios atômicos perfeitamente sincronizados, com precisão de um nanossegundo (uma fração de um bilhão de um segundo), o que permite a localização de um objeto com margem de erro de apenas 15 metros.

    O GPS é amplamente utilizado em embarcações e aviões. Com o barateamento dessa tecnologia, ficou acessível também para os motoristas de automóveis – custa menos do que algumas centenas de reais. Com o equipamento, é mais fácil navegar pelas ruas e estradas, pois ele permite traçar as rotas mais rápidas ou mais curtas, o que é muito útil nas grandes cidades.

    Ao viajar, seja de avião ou automóvel, contando com as facilidades tecnológicas hoje disponíveis, nem lembramos o quanto já foi difícil fazer viagens e travessias. Mas o fato é que o homem, para encontrar o caminho correto – ou o mais rápido – já utilizou as mais diversas estratégias e aparatos, desde as mais simples, como a observação das estrelas, às mais sofisticadas, como o GPS.

OLIVEIRA, Adilson de. Departamento de Física Universidade Federal de São Carlos. Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br/ colunas/fisica-sem-misterio/das-estrelas-ao-gps#. Acesso em: 16 dez. 2010. Fragmento.

No trecho “... tornou-as mais acessíveis...” (1° parágrafo), o pronome destacado refere-se a


3. (AVALIE). Leia o texto abaixo.

Disponível em: http://ryotiras.com/. Acesso em: 27 fev. 2012.

No primeiro quadrinho, a expressão do menino revela


4. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Seremos apenas cinco

    Revista Veja – Os automóveis tornaram-se vilões do ambiente. Essa imagem é justa?

    Sérgio Marchionne – Considero injusto responsabilizar os carros por todos os males da humanidade. Há outras formas de poluição cujos efeitos são muito mais devastadores. Além disso, se compararmos os índices de emissão de gás carbônico e óxido nitroso dos automóveis de dez anos para cá, verificaremos uma redução drástica nesses valores. Em 1998, os principais fabricantes assinaram, voluntariamente, um acordo que estabeleceu um limite para as emissões de poluentes na Europa. Os governos também têm feito pressão nesse sentido. Os Estados Unidos, que são os maiores poluidores mundiais, tornaram as metas mais rigorosas. Não há dúvida de que a indústria entende o problema e tem investido para buscar soluções.

Veja, 10 mar. 2010.

Nesse texto, qual é a tese defendida pelo entrevistado?


5. (SEDUC-GO). Leia o texto abaixo e responda.

Tramas que atravessam noites

    Diz a história que Scherazade, uma jovem bela e inteligente, convence seu pai, o vizir, a levá-la ao palácio do sultão para casar-se com ele, apesar de saber que, após a noite de núpcias, seu destino seria a morte por decapitação. Traído pela primeira esposa, o sultão já se vingara da infidelidade da mulher assassinando inúmeras moças do reino. Apesar dos protestos do pai, a jovem decide interromper a saga de crueldade. Mas, antes de sair de casa, diz à irmã caçula que entre no quarto, na primeira noite, onde estará com o marido e peça a ela, pouco antes do nascer do dia, que lhe conte o último de seus contos maravilhosos. A história que Scherazade conta à irmãzinha atrai a atenção do sultão, que decide poupar sua vida para continuar a acompanhar a narrativa na noite seguinte. E assim, fiando histórias, tecendo ciclos de contos, a jovem atravessa mil e uma noites e se mantém viva, ganhando por fim (embora algumas versões sejam controvertidas) o amor do marido.

Revista Mente Cérebro, Duetto editorial, Edição nº 197. p. 4.

O enredo desse texto se desenvolve a partir da


6. (SAERJ). Leia o texto abaixo.

Desafio e resposta

    “As árvores querem ficar quietas. Mas o vento as balança.” O provérbio chinês sintetiza o desafio enfrentado pelos jornais. Com o avanço da mídia eletrônica, os impressos pareciam resvalar para segundo plano na ordem dos meios de comunicação de massa. A notícia em tempo real foi vista como risco para a informação apurada, escrita com rigor e divulgada com exigências estéticas capazes de atrair o leitor. Não faltou quem anunciasse a morte dos periódicos. O papel não teria condições de competir com a rapidez e facilidades oferecidas pela internet.

    Profecias catastróficas não constituem novidade no mundo cultural. A fotografia mataria a pintura. Não matou. A televisão mataria o rádio. Não matou. O videocassete mataria o cinema. Não matou. O jornal mataria o livro. Não matou. A internet mataria o jornal. Não matou. O tempo se encarregou de provar que os agouros não passavam de vaticínios de Cassandra. A razão: ao contrário da visão míope dos que rejeitam convivências, o novo agrega, não exclui.

    Com a certeza de que as novas mídias ampliam as possibilidades do jornal, o Correio.

Braziliense promoveu ousada reforma editorial. Correio Braziliense, 21 Jun. 2009. Fragmento.

O trecho que indica a causa da mudança nos jornais impressos é:


7. (SAERJ). Leia o texto abaixo.

Qual é o órgão mais dispensável do corpo humano?

    Se você der o azar de lesionar um órgão, torça para ser o baço. Ele tem lá suas funções, como remover os glóbulos vermelhos velhos demais e produzir parte dos anticorpos que nos protegem de vírus e bactérias. Mas dá para viver sem ele, o que não rola sem coração, pulmões, fígado, estômago, pâncreas ou intestino – sem os dois rins também não dá.

    Quando alguém sofre uma pancada forte na barriga e danifica o baço a ponto de ele precisar ser removido, o fígado se encarrega da “limpeza” dos glóbulos vermelhos. Já a imunidade da pessoa fica debilitada com a menor produção de anticorpos.

Mundo estranho. São Paulo: Abril, fev. 2008, p. 31.

O objetivo desse texto é


8. (SAEPE). Leia o texto e responda.

Canaã

    Já no dormitório, os trabalhadores ressonavam sobre os colchões estendidos no chão, e Joca ainda remexia inquieto, sem poder dormir. Era uma noite em claro que ele passava; tinha a garganta seca, sentia por vezes a pele arder, e não achava agasalho na cama fofa e tranquila. A evocação da terra natal ali no meio da floresta do Rio Doce, estranha a seus olhos e a seus sentimentos, fazia-o remontar aos quadros da sua vida passada no lugar do nascimento, nesses campos de Cajapió, vários e inconstantes, cuja mobilidade se transmitia à alma plástica dos homens aí formados. No Espírito Santo, sentia-se Joca em terra alheia; os montes o apertavam, os desfiladeiros o sufocavam de terror, e então uma saudade o transportava para a longa planície onde vivera. Via no verão o pasto todo morto; o amor violento do Sol trazia o vasto campo fendido e cortado em pedaços, sem um fio verde; por toda a parte a secura e com ela a morte. Nem uma gota d’água: o deserto árido e triste, e sobre ele, passava, arrastando-se longo, esguio e sinuoso, o caminho feito pelo pé do homem e pelo rasto do animal... Nos dias claros, sem nuvens, quando todos suplicavam chuva, o horizonte se confunde com o céu. Outras vezes, nuvens descem quase a tocar a terra, o Sol rubro as tinge, as miragens se formam estreitando o círculo visual, tudo se encerra num espaço limitado, e o viajante caminha para elas, que se afastavam inatingíveis, fazendo evoluções como um exército em campo aberto.

ARANHA, Graça. Canaã. São Paulo: Ática, 1997. Fragmento.

O trecho que evidencia um ser inanimado com características próprias do ser humano é:


9. Leia o texto a seguir e responda.

Anedotinhas

    De manhã, o pai bate na porta do quarto do filho:

    — Acorda, meu filho. Acorda, que está na hora de você ir para o colégio.

    Lá de dentro, estremunhando, o filho respondeu:

    — Ai, eu hoje não vou ao colégio. E não vou por três razões: primeiro, porque eu estou morto de sono; segundo, porque eu detesto aquele colégio; terceiro, porque eu não agüento mais aqueles meninos.

    E o pai responde lá de fora:

    — Você tem que ir. E tem que ir, exatamente, por três razões: primeiro, porque você tem um dever a cumprir; segundo, porque você já tem 45 anos; terceiro, porque você é o diretor do colégio.

Anedotinhas do Pasquim. Rio de Janeiro: Codecri, 1981, p. 8.

No trecho “Acorda, que está na hora de você ir para o colégio” (2° parágrafo), a palavra sublinhada estabelece relação de


10. (SAEPI). Leia o texto abaixo.

Chico Bento. Globo, n. 394, p. 34.

Nesse texto, o humor é produzido


11. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Por que o Mar Morto tem esse nome?

    Porque o excesso de sal nas suas águas torna a vida praticamente impossível por ali.

    Com exceção da bactéria Haloarcula marismortui, que consegue filtrar os sais e sobreviver nesse cemitério marítimo, todos os organismos que chegam ao Mar Morto morrem rapidamente. Outra característica curiosa é que ninguém consegue afundar nas suas águas, graças novamente à alta concentração salina, que o torna muito mais denso do que o corpo humano. Os oceanos têm uma média de 35 gramas de sal por litro de água, enquanto o Mar Morto tem quase 300 gramas. Isso se deve basicamente a sua localização – na divisa entre Israel e Jordânia. A região é quente e seca, o que acelera a evaporação e impede a reposição da água pela chuva – em um ano chove tanto quanto um dia chuvoso em São Paulo. Além disso, o Mar Morto é o local mais baixo do planeta: alguns pontos ficam a mais de 400 metros abaixo do nível dos oceanos. Isso significa que grande parte das partículas que se soltam dos terrenos a sua volta escoam em sua direção. Para piorar, o rio Jordão, que ajuda a alimentá-lo, foi desviado em várias partes para irrigar plantações. Ou seja, com o perdão do trocadilho, o Mar Morto está morrendo. O diretor do Instituto Geológico Israelense, Amos Bein, garante que ele não corre risco de secar completamente, mas, por via das dúvidas, já está em fase de planejamento o “Canal da Paz”, um aqueduto de mais de 80 quilômetros que puxaria água do Mar Vermelho para salvar esse “defunto”.

LOPES, Artur Louback. Disponível em: http://mundoestranho.abril.com.br. Acesso em: 30 jun. 2011.

No trecho “... para salvar esse ‘defunto’.”, as aspas na palavra destacada foram empregadas para


12. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Helena – Capítulo XIII

    Dissolvida a reunião, Helena recolheu-se à pressa com o pretexto de que estava a cair de sono, mas realmente para dar à natureza o tributo de suas lágrimas. O desespero comprimido tumultuava no coração, prestes a irromper. Helena entrou no quarto, fechou a porta, soltou um grito e lançou-se de golpe à cama, a chorar e a soluçar.

    A beleza dolorida é dos mais patéticos espetáculos que a natureza e a fortuna podem oferecer à contemplação do homem. Helena torcia-se no leito como se todos os ventos do infortúnio se houvessem desencadeado sobre ela. Em vão tentava abafar os soluços, cravando os dentes no travesseiro. Gemia, entrecortava o pranto com exclamações soltas, enrolava no pescoço os cabelos deslaçados pela violência da aflição, buscando na morte o mais pronto dos remédios. Colérica, rompeu com as mãos o corpinho do vestido; e pôde à larga desafogar-se dos suspiros que o enchiam. Chorou muito; chorou todas as lágrimas poupadas durante aqueles meses plácidos e felizes, leite da alma com que fez calar a pouco e pouco os vagidos de sua dor.

ASSIS, Machado. Helena. São Paulo: Ática, 1997. Fragmento.

Nesse texto, no trecho “Helena entrou no quarto, fechou a porta, soltou um grito e lançou-se de golpe à cama,...” (1° parágrafo), as formas verbais destacadas indicam que as ações




Quiz 12: PORTUGUÊS - 3ª Série (Ens. Médio)

Quiz 12: PORTUGUÊS - 3ª Série (Ens. Médio)
Quiz 12: PORTUGUÊS - 3ª Série (Ens. Médio)

1. (SPAECE). Leia o texto abaixo.

Os namorados

    Um pião e uma bola estavam numa gaveta em meio a um monte de brinquedos. Um dia o pião disse para a bola:

    – Devíamos namorar, afinal, ficamos lado a lado na mesma gaveta.

    Mas a bola, que era feita de marroquim, achava que era uma jovem dama muito refinada e nem se dignou a responder à proposta do pião.

    No dia seguinte, o menino, a quem todos esses brinquedos pertenciam, pintou o pião de vermelho e branco e pregou uma tachinha de bronze no meio dele. Ficava maravilhoso ao rodar.

    – Olhe para mim agora! – o pião disse para a bola. – O que você acha, não daríamos um belo casal? Você sabe pular e eu sei dançar! Como iríamos ser felizes juntos!

    – Isso é o que você acha – a bola retrucou – Você por acaso sabia que minha mãe e meu pai eram um par de chinelos marroquim, e que eu tenho cortiça dentro de mim?

    – Mas eu sou de mogno – gabou-se o pião. – E ninguém menos que o próprio prefeito quem me fez, num torno que tem no porão. – E foi um grande prazer para ele.

    – Como vou saber se o que está dizendo é verdade? – perguntou a bola.

    – Que nunca mais me soltem se eu estiver mentindo! – o pião respondeu.

    – Você sabe falar muito bem de si – admitiu a bola. – Mas terei de recusar o convite porque estou quase noiva de uma andorinha. Toda vez que pulo no ar, ele põe sua cabeça para fora do ninho e pergunta “você vai, você vai?”. Embora eu ainda não tenha dito que sim, já pensei nisso; e é praticamente o mesmo que estar noiva. Mas prometo que nunca o esquecerei.

ANDERSEN, Hans Christian. Os mais belos contos de Andersen. São Paulo: Moderna, 2008, p. 74. Fragmento.

No trecho “Embora eu ainda não tenha dito que sim,...” (10° parágrafo), o pronome em destaque refere-se


2. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Felicidade clandestina

    Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. [...] Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.

    Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.

    Mas que talento tinha para a crueldade. [...] Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.

    Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa.

    Como casualmente, informou-me que possuía “As reinações de Narizinho”, de Monteiro Lobato.

    Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.

LISPECTOR, Clarice. O primeiro beijo e outros contos – antologia. São Paulo: Ática, 1989. Fragmento.

A narradora usa o pronome “ela” repetidas vezes para referir-se à


3. Leia o texto a seguir e responda.

Livres, anônimos e abandonados

    Fazendo um retrospecto na história, encontramos que a primeira instituição com caráter de atendimento à infância tenha nascido na Itália e se expandido por toda Europa e posteriormente no Brasil. Chamava-se “Roda dos Expostos” e recebia essa denominação porque em sua entrada havia um dispositivo que se encaixava em um eixo giratório. Sua função era dar anonimato ao abandono de crianças. Para “expor” uma criança bastava colocá-la dentro da caixa, girá-la a 180º e apertar a campainha. Do outro lado ficava o funcionário para receber a criança abandonada. Nenhuma das identidades era revelada. Esta era uma instituição do tipo total, pois as crianças passavam tempo integral de suas vidas e tinham nela seu único abrigo. No Brasil, esse tipo de instituição chegou por volta de 1726 e esteve em vigor até 1950.

    A partir de 1935, a Casa de Expostos de São Paulo, localizada no bairro do Pacaembu, passou a ser conhecida como Asilo Sampaio Vieira. Posteriormente, essa instituição passou a se denominar Educandário Sampaio Vieira, depois Casa da Criança do Serviço Social de Menores, e por fim, constituiu-se como a Unidade de Triagem Sampaio Viana (UT-1), da FEBEM-SP, que atendia crianças do sexo masculino e feminino, de até seis anos e onze meses.

(Sociologia: ciência&vida, ano II, número 17. Adaptado)

Segundo as informações do texto, a caixa giratória era um expediente da Roda que


4. Leia o texto a seguir e responda.

Um arriscado esporte nacional

    Os leigos sempre se medicaram por conta própria, já que de médicos e de loucos todos temos um pouco, mas esse problema jamais adquiriu contornos tão preocupantes no Brasil como atualmente. Qualquer farmácia conta hoje com um ar¬senal de armas de guerra para combater doenças de fazer inveja à própria indústria de material bélico nacional. Cerca de 40% das vendas realizadas pelas farmácias nas metrópoles brasileiras destinam-se a pessoas que se automedicam. A indústria farmacêutica de menor porte e importância retira 80% de seu faturamento da venda “livre” de seus produtos – isto é, das vendas realizadas sem receita médica.

    Diante desse quadro, o médico tem o dever de alertar a população para os perigos ocultos em cada remédio, sem que, necessariamente, faça junto com essas advertências uma sugestão para que os entusiastas da automedicação passem a gastar mais em consultas médicas. Acredito que a maioria das pessoas se auto¬medicam por sugestão de amigos, leitura, fascinação pelo mundo maravilhoso das drogas “novas” ou simplesmente para tentar manter a juventude. Qualquer que seja a causa, os resultados podem ser danosos.

MEDEIROS, Geraldo. – Revista Veja, 18 de dezembro, 1985.

O tema abordado no texto é


5. (SEAPE). Leia o texto abaixo.

Cuidar da saúde... de todos

    Mundo Jovem: Que questões devemos levar em conta para termos uma vida saudável?

    Jane Maria Reos Wolff: Devemos ter a responsabilidade com as atitudes que vão trazer para nós uma qualidade de vida melhor. A atividade física é fundamental. E não precisamos ir lá para a academia malhar. Podemos caminhar ao ar livre, próximo ao local onde moramos, onde trabalhamos. Uns 30 minutos e ir acrescentando 10 minutos a cada semana, até chegar em uma hora, três vezes por semana. Na caminhada, olhamos o ambiente e estamos nos cuidando. Esse é um momento muito importante, porque envolve cuidado e alguma distração. Melhora a saúde física, porque trabalhamos a musculatura e as articulações, melhoramos as atividades cardíaca e respiratória. A circulação melhora nosso corpo. Estaremos fazendo um bem para nós mesmos modificando a atividade. Em vez de ficarmos sentados o tempo todo na frente da televisão, vamos caminhar, correr...

    Mas quem prefere esportes ou mesmo a academia, fique à vontade: o importante é fazer atividade física. Outra atitude que não pensamos muito como cuidado de saúde é o uso do cinto de segurança, que pode prevenir acidentes graves e poupar nossa vida. [...] Então precisamos estar atentos a essas atitudes de preservação e de prevenção relativas à nossa saúde.

Disponível em: http://www.mundojovem.pucrs.br/entrevista-02-2012.php. Acesso em: 22 dez. 2011. Fragmento.

Nesse texto, para defender a importância da atividade física para a saúde, a entrevistada utiliza como argumento o trecho:


6. (SPAECE). Leia o texto abaixo.

As buscas via internet

    Estudo realizado pela universidade de Buenos Aires, na Argentina, mostra como os estudantes procuram informações na rede mundial A tecnologia está cada vez mais presente na vida de todos. Tanto é assim que pela primeira vez na história o Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação Comparada, a famosa prova realizada com jovens de 15 anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE) vai incluir, neste mês de maio, um teste para ser respondido com o auxílio do computador. As 27 questões serão aplicadas apenas em 17 países (dos quase 60 que fazem o Pisa), justamente para medir a capacidade de encontrar informações e construir conhecimento utilizando a rede mundial.

    No entanto, o uso de computadores na escola ainda não está tão disseminado em nosso país (e em muitos de nossos vizinhos). Pesquisa divulgada no mês passado mostrou que 63% dos estudantes brasileiros dizem que o lugar mais habitual para acessar a internet é a escola. Porém esses mesmos jovens afirmam que metade dos professores não utiliza nem recomenda a rede. E apenas um em cada dez entrevistados aprendeu a usar a ferramenta com um educador.

GROSSI, Gabriel Pillar. Nova Escola, maio 2009, p. 94.

Qual é a principal informação desse texto?


7. (SAEPE). Leia o texto abaixo.

Pela janela

    Quando eu percebi que a Milena estava olhando para mim, lá do outro lado da classe, virei o rosto para a lousa, onde a professora acabava de escrever uma pergunta. Antes do recreio, a gente tinha assistido A guerra do fogo e agora estávamos em grupos de quatro, fazendo um trabalho sobre o filme.

    A história se passava na Idade da Pedra, não tinha falas, só grunhidos saindo das bocas dos homens das cavernas. [...]

    Em torno da minha mesa estavam Geandré, o Walter, o Duílio e eu. Estávamos sentados próximos à janela, de onde eu podia ver os menores correndo, lá embaixo. [...] Olhei para Milena, bem rápido, ela estava me olhando, de novo, mas virou o rosto, quando me viu. No dia anterior, a Milena passou por mim, na saída e, sem me olhar, pôs um papel dobrado na minha mão. De um lado estava escrito “De Milena” e no outro “Para Rodrigo”.

    Eu coloquei o papel no bolso e só tive coragem de ler quando cheguei em casa, depois de mais de uma hora na perua, com ele queimando no meu bolso.

PRATA, Antônio. Carta fundamental. set. 2009.

Quem é o narrador desse texto?


8. (SAEPE). Leia o texto abaixo.

    Literatura. [Do lat. Litteratura.] S. f. 1. Arte de compor ou escrever trabalhos artísticos em prosa ou verso.

    2. O conjunto de trabalhos literários dum país ou duma época. 3. Os homens de letras. 4. A vida literária. 5. A carreira das letras. 6. Conjunto de conhecimentos relativos às obras ou aos autores literários. 7. Qualquer dos usos estéticos da linguagem. (q.v.) 8. Fam. Irrealidade, ficção. 9. Bibliografia. 10.Conjunto de escritos de propaganda de produto industrial.

Dicionário Aurélio Eletronico Século XXI. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, versão 3.0.

A finalidade desse texto é


9. (SEDUC-GO). Leia o texto abaixo e responda.

A melhor amiga do homem

Diogo Schelp

    Devemos muito à vaca. Mas há quem a veja como inimiga. A vaca, aqui referida como a parte pelo todo bovino, é acusada de contribuir para a degradação do ambiente e para o aquecimento global. Cientistas atribuem ao 1,4 bilhão de cabeças de gado existentes no mundo quase metade das emissões de metano, um dos gases causadores do efeito estufa. Acusam-se as chifrudas de beber água demais e ocupar um espaço precioso para a agricultura.

    O truísmo inconveniente é que homem e vaca são unha e carne. [...] Imaginar o mundo sem vacas é como desejar um planeta livre dos homens – uma ideia, aliás, vista com simpatia por ambientalistas menos esperançosos quanto à nossa espécie. “Alterar radicalmente o papel dos bovinos no nosso cotidiano, subtraindo-lhes a importância econômica, pode levá-los à extinção e colocar em jogo um recurso que está na base da construção da humanidade e, por que não, de seu futuro”, diz o veterinário José Fernando Garcia, da Universidade Estadual Paulista em Araçatuba. [...]

    A vaca tem um papel econômico crucial até onde é considerada animal sagrado. Na Índia, metade da energia doméstica vem da queima de esterco. O líder indiano Mahatma Gandhi (1869-1948), que, como todo hindu, não comia carne bovina, escreveu: “A mãe vaca, depois de morta, é tão útil quanto viva”. Nos Estados Unidos, as bases da superpotência foram estabelecidas quando a conquista do Oeste foi dada por encerrada, em 1890, fazendo surgir nas Grandes Planícies americanas o maior rebanho bovino do mundo de então. “Esse estoque permitiu que a carne se tornasse, no século seguinte, uma fonte de proteína para as massas, principalmente na forma de hambúrguer”, escreveu Florian Werner. [...] Comer um bom bife é uma aspiração natural e cultural. Ou seja, nem que a vaca tussa a humanidade deixará de ser onívora.

Revista Veja. p. 90-91, 17 jun. 2009. Fragmento.

De acordo com o autor desse texto,


10. (PROEB). Leia o texto abaixo.

Diponível em: http://www.meninomaluquinho.com.br.

Esse texto é engraçado, porque


11. (SAEPI). Leia o texto abaixo.

Doce bem salgado

Em restaurantes finos, sobremesas comuns têm preço de prato principal.

    Foram-se os tempos em que quem pagava a conta no restaurante se preocupava apenas com o preço do prato principal e da bebida. Agora, em casas elegantes do Rio de Janeiro e de São Paulo, os doces podem ser a parte mais salgada da notinha. E não se está falando, necessariamente, de sobremesas sofisticadas ou criações originais dos chefs. Uma torta de morango do Massimo, em São Paulo, abocanha 17 reais do cliente. Só para fazer uma comparação que os donos de restaurante detestam: com esse dinheiro é possível comprar onze caixas da fruta, com 330 moranguinhos. Ou um filé com fritas num restaurante médio.

    No Le Champs Elisées, no Rio, uma torta de maçã sai por 15 reais, mesmo preço da torta de figo do Le Saint Honoré. “Nossos doces são elaborados e não estão na geladeira há dois dias, como os de outros lugares”, justifica o chef Alain Raymond, do Champs Elisées.

Disponível em: http://veja.abril.com.br/150999/p_106a.html. Acesso em: 25 mar. 2010.

No trecho “... os doces podem ser a parte mais salgada da notinha.” (1° parágrafo), a expressão em destaque foi utilizada no intuito de


12. (AREAL). Leia os textos abaixo.

Texto 1

Armadilha para o mosquito da dengue

    O cientista Maulori Cabral, professor de microbiologia da UFRJ, e pesquisadores da universidade da Fiocruz descobriram que uma garrafa pet pode virar uma arma para derrotar o mosquito da dengue. A armadilha ganhou o nome de “mosquitérica”.

    A invenção é feita com uma garrafa pet, um pedaço de microtule, lixa, fita isolante, alpiste, arroz ou ração para gato e uma tesoura.

    A garrafa é cortada, a boca coberta com o tule, dentro vai arroz triturado e depois água.

    Uma parte da garrafa é encaixada na outra e vedada com fita isolante. O mosquito vai colocar os ovos perto da água. As larvas nascem, passam pela tela para comer lá embaixo.

    Elas crescem e não conseguem voltar pela tela, ficando presas dentro da garrafa e morrem.

    Mas antes de fabricar a sua própria mosquitérica, é preciso se livrar de todos os possíveis focos de mosquito em casa. Só assim a armadilha vai ser 100% efi ciente para eliminar o Aedes Aegypt.

    Atenção! Não confundir o microtule com tule, aquele usado em véu de noiva. O tule é mais aberto e pode deixar o mosquito escapar. Também é importante trocar a água uma vez por mês e, antes de jogar fora, colocar detergente para matar as larvas do mosquito.

Disponível em: http://www.combateadengue. com.br/?p=157#ixzz1FjhleNif. Acesso em: 2 mar. 2011. * Adaptado: Reforma Ortográfica.

Texto 2

Disponível em: http://crismonsores.blogspot.com/2010/ 07/luta-contra-dengue-continua.html. Acesso em: 2 mar. 2011.

Uma informação comum a esses dois textos é




Quiz 11: PORTUGUÊS - 3ª Série (Ens. Médio)

Quiz 11: PORTUGUÊS - 3ª Série (Ens. Médio)
Quiz 11: PORTUGUÊS - 3ª Série (Ens. Médio)

1. (SIMAVE). Leia o texto abaixo e responda.

    A reunião se estendeu pela tarde inteira. Amontoados no quarto de Cris, os meninos não chegavam a um acordo sobre quem faria o quê na peça. Foi preciso muita conversa (e até alguns beliscões) para que a maioria se conformasse com a distribuição dos papéis. Júnior era o mais forte do grupo e por isso ganhou o direito de segurar o esqueleto. A Ique caberia a tarefa de mover os ossos do braço, fazendo os gestos necessários para acompanhar a fala de Valfrido. E a voz, rouca e tenebrosa, Biel treinou durante toda a manhã.

    Apesar dos protestos, as meninas se sujeitaram a permanecer na retaguarda, de olho na casa do Bola e nas esquinas da rua, prontas a avisar os garotos caso surgisse um imprevisto.

    – E eu? E eu? – Cisco perguntou, após assoar ferozmente o nariz. – Dão tem babel bra bim?

KLEIN, Sérgio. Tremendo de Coragem. São Paulo: Fundamento Educacional, 2001. p. 57.

A frase “Dão tem babel bra bim?” permite afirmar que


2. (SAEPE). Leia o texto abaixo e responda.

A melhor amiga do homem

Diogo Schelp

    Devemos muito à vaca. Mas há quem a veja como inimiga. A vaca, aqui referida como a parte pelo todo bovino, é acusada de contribuir para a degradação do ambiente e para o aquecimento global. Cientistas atribuem ao 1,4 bilhão de cabeças de gado existentes no mundo quase metade das emissões de metano, um dos gases causadores do efeito estufa. Acusam-se as chifrudas de beber água demais e ocupar um espaço precioso para a agricultura.

    O truísmo inconveniente é que homem e vaca são unha e carne. [...] Imaginar o mundo sem vacas é como desejar um planeta livre dos homens – uma ideia, aliás, vista com simpatia por ambientalistas menos esperançosos quanto à nossa espécie. “Alterar radicalmente o papel dos bovinos no nosso cotidiano, subtraindo-lhes a importância econômica, pode levá-los à extinção e colocar em jogo um recurso que está na base da construção da humanidade e, por que não, de seu futuro”, diz o veterinário José Fernando Garcia, da Universidade Estadual Paulista em Araçatuba. [...]

    A vaca tem um papel econômico crucial até onde é considerada animal sagrado. Na Índia, metade da energia doméstica vem da queima de esterco. O líder indiano Mahatma Gandhi (1869-1948), que, como todo hindu, não comia carne bovina, escreveu: “A mãe vaca, depois de morta, é tão útil quanto viva”. Nos Estados Unidos, as bases da superpotência foram estabelecidas quando a conquista do Oeste foi dada por encerrada, em 1890, fazendo surgir nas Grandes Planícies americanas o maior rebanho bovino do mundo de então. “Esse estoque permitiu que a carne se tornasse, no século seguinte, uma fonte de proteína para as massas, principalmente na forma de hambúrguer”, escreveu Florian Werner. [...] Comer um bom bife é uma aspiração natural e cultural. Ou seja, nem que a vaca tussa a humanidade deixará de ser onívora.

Revista Veja. p. 90-91, 17 jun. 2009. Fragmento.

No trecho, “Ou seja, nem que a vaca tussa a humanidade deixará de ser onívora.” (3° parágrafo), a expressão destacada tem o sentido de um fato


3. (ENEM). Leia o texto a seguir e responda.

Disponível em: http://www.ccsp.com.br. Acesso em: 27 jul. 2010 (adaptado).

O texto é uma propaganda de um adoçante que tem o seguinte mote: “Mude sua embalagem”. A estratégia que o autor utiliza para o convencimento do leitor baseia-se no emprego de recursos expressivos, verbais e não verbais, com vistas a


4. (SADEAM). Leia o texto abaixo e responda.

Quando o mar não está para peixe

Por que o mar fica agitado e pode causar estragos nesta época do ano?

    Quem mora em cidade com praia já deve ter notado: quando chega o inverno, o mar costuma ficar mais bravo e com ondas enormes! Isso acontece porque é justamente nessa época do ano que se intensificam os ventos causadores das “ressacas”, nome que se costuma dar a esse movimento rápido e violento das ondas do mar.

    Quanto mais velozes forem esses ventos, maiores serão as ondas, e mais forte será a ressaca. “No inverno, a frequência e os riscos de ressacas são maiores. Isso porque há um maior encontro das massas de ar quente com as massas de ar frio, gerando diferenças de pressão atmosférica que originam os ventos formadores das ressacas.”, explica o oceanógrafo David Zee, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

    Outro fator que pode aumentar a força das ressacas são as marés. “O impacto das ondas e ressacas depende das marés, pois elas elevam o nível do mar e, portanto, permitem que as ondas cheguem a regiões do litoral que antes não eram alcançadas.”, diz David.

    Mas não só isso influencia a ocorrência das ressacas do mar. As alterações climáticas que nosso planeta tem sofrido nas últimas décadas também têm intensificado este fenômeno!

    “Devido ao efeito estufa, acontece um maior acúmulo de energia do Sol na atmosfera, energia esta que é transferida ao mar sob a forma de ondas”, explica o oceanógrafo.

    E essas ressacas são perigosas! Elas podem causar naufrágios, afogamentos e até mesmo derrubar construções que estejam próximas da costa. Inclusive animais e plantas podem ser afetados pela força das ondas. “As ressacas podem provocar o colapso de organismos que se fixam em costões rochosos e vegetação costeira como manguezais, restingas, etc. Peixes e mamíferos tendem a fugir e se abrigar.”, diz David Zee.

    Agora você já sabe: as ressacas podem ser muito bonitas de assistir, mas nada de ficar muito perto do mar quando ele estiver agitado!

TURINO, Fernanda. Disponível em: Mares Ressacas http://chc.cienciahoje.uol.com.br/noticias/ 2011/junho/quando-o-mar-nao-esta -para-peixe.Acesso em: 01 jul. 2011.

O assunto principal desse texto é


5. (Seduc-GO). Leia o texto abaixo e, a seguir, responda.

Bem aventurados os homens de boa redação.

Deles será o reino das diretorias.

    Dentro de uma grande empresa, as melhores chances de promoção pertencem aos que sabem como escrever um bom relatório, como produzir cartas e planos claros e precisos.

    No entanto, são muito poucas as pessoas que se expressam corretamente por escrito. Isto é surpreendente porque escrever bem não depende de nenhum talento especial. É simplesmente o resultado de um treinamento, como qualquer outro. Você pode receber esse treinamento inscrevendo-se no Curso Prático de Redação de Waldimas Nogueira Galvão.

    Até agora reservado a altos funcionários de algumas empresas, este curso acaba de ser editado para ensino à distância e está à sua disposição. Você pode estudar os seus 5 módulos no conforto de sua casa, nos seus momentos de folga. O próprio autor do curso acompanha a sua evolução, respondendo a perguntas, corrigindo e comentando os seus exercícios.

    Nós lhe enviaremos informações detalhadas sobre o Curso Prático de Redação sem nenhum compromisso de sua parte. Basta telefonar para (0xx11) 263 8859 ou escrever para C.H. Knapp Editora, rua Dr.Costa Junior 515, CEP 05002, São Paulo.” Ou então preencha e envie este cupom:

C. H. Knapp Editora

Caixa Postal 61050 – CEP 05071 São Paulo.

Desejo receber todas as informações sobre o Curso Prático de Redação.

Nome: ___________________

Endereço: _______________


A tese defendida pelo autor do texto é:


6. Leia o texto a seguir e responda.

UM NOVO ABC

    Aquela velha carta de ABC dava arrepios. Três faixas verticais borravam a capa, duras, antipáticas; e, fugindo a elas, encontrávamos num papel de embrulho o alfabeto, sílabas, frases soltas e afinal máximas sisudas.

    Suportávamos esses horrores como um castigo e inutilizávamos as folhas percorridas, esperando sempre que as coisas melhorassem. Engano: as letras eram pequeninas e feias; o exercício da soletração, cantado, embrutecia a gente; os provérbios, os graves conselhos morais ficavam impenetráveis, apesar dos esforços dos mestres arreliados, dos puxavantes de orelha e da palmatória.

    “A preguiça é a chave da pobreza”, afirmava-se ali. Que espécie de chave seria aquela? Aos seis anos, eu e meus companheiros de infelicidade escolar, quase todos pobres, não conhecíamos a pobreza pelo nome e tínhamos poucas chaves, de gaveta, de armários e de portas.Chave de pobreza para uma criança de seis anos é terrível.

    Nessa medonha carta, que rasgávamos com prazer, salvavam-se algumas linhas. “Paulina mastigou pimenta.” Bem. Conhecíamos pimenta e achávamos natural que a língua de Paulina estivesse ardendo. Mas que teria acontecido depois? Essa história contada em três palavras não nos satisfazia, precisávamos saber mais alguma coisa a respeito de Paulina.

    O que ofereciam, porém, à nossa curiosidade infantil eram conceitos idiotas: “Fala pouco e bem: Ter-te-ão por alguém!” Ter-te-ão? Esse Terteão para mim era um homem, e nunca pude compreender o que ele fazia na última página do odioso folheto. Éramos realmente uns pirralhos bastante desgraçados.

RAMOS, Graciliano. Linhas Tortas.13a edição, Rio de Janeiro: Record, 1986

Percebe-se que o objetivo central do texto é


7. Leia o texto a seguir e responda.

O Quiromante

    Há muitos anos atrás, havia um rapaz cigano que, nas horas vagas, ficava lendo as linhas das mãos das pessoas.

    O pai dele, que era muito austero no que dizia respeito à tradição cigana de somente as mulheres lerem as mãos, dizia sempre para ele não fazer isso, que não era ofício de homem, que fosse fazer tachos, tocar música, comerciar cavalos.

    E o jovem cigano teimava em ser quiromante. Até que um dia ele foi ler a sorte de uma pessoa e, quando ela se virou de frente, ele viu, assustado, que ela não tinha mãos.

    A partir daí, abandonou a quiromancia.

PEREIRA, Cristina da Costa. Lendas e histórias ciganas. Rio de Janeiro: Imago, 1991.

O trecho “A partir daí, abandonou a quiromancia” (4° parágrafo) apresenta, com relação ao que foi dito no parágrafo anterior, o sentido de


8. (Seduc-GO). Leia o texto abaixo e, a seguir, responda.

    Estudo realizado este ano com 600 pessoas de gênero, idade, instrução, renda e região diferentes espelha o seguinte: 81% dos entrevistados responderam que podem viver com civilidade na cidade, outros 15% disseram que não é possível e 5% não responderam. "Quem ganha 10 salários mínimos percebe a civilidade de um jeito diferente de quem recebe até um salário mínimo mensalmente", observa o professor do Departamento de Ciência Política da UFPE, Marcos Lima. "É interessante que a maioria acredite na civilidade", diz. Civilidade, para a maioria dos entrevistados, é viver com mais segurança. "Combater a violência e a criminalidade" foi a resposta de 33% deles. É também ter oportunidade de trabalho (26%).

    Melhorar a educação, saúde e saneamento são pleitos de outros 33%. "Incivilidade e crime estão atrelados, porque o criminoso geralmente não sabe o que é civilidade, tolerância e direitos básicos, pois muitas vezes nasceu à margem disso", justifica o coordenador de pós-graduação em Geografia da UFPE e organizador do estudo Geografias da Violência e do Medo, Alcindo de Sá. Na opinião de 49% dos entrevistados, a educação doméstica é que conduz à civilidade. Já a falta dela, o desemprego e a ausência de solidariedade são os principais estímulos para as incivilidades, como depredar o patrimônio público, degradar o meio ambiente e desrespeitar idosos e pessoas com deficiência. "A questão da falta de ajuda ao próximo tem a ver com o isolamento das pessoas, com a individualização", associa o pesquisador em Geografia Urbana do Departamento de Ciências Geográficas da UFPE, Jan Bittoun. Famílias e escola se comprometem nesse mesmo tabuleiro da civilidade. "Temos que formar cidadãos preocupados com causas sociais e não somente com interesses particulares. Crianças e jovens precisam aprender a gostar do lugar onde vivem e se sentirem responsáveis por ele", afirma a diretora pedagógica do Colégio Apoio. "Mas a escola não ensina tudo. A civilidade começa em família".

DIÁRIO DE PERNAMBUCO. O grande lance da civilidade. Recife, 10 mar. 2010.

Passagens do texto como “...a educação doméstica é que conduz a civilidade. Já a falta dela, o desemprego e a ausência de solidariedade são os principais estímulos para as incivilidades...”, (2° parágrafo) revelam um locutor que faz uso da linguagem predominantemente


9. (SAERJ). Leia o texto abaixo.

O amor por entre o verde

(Fragmento)

    Não é sem freqüência que à tarde, chegando à janela, eu vejo um casalzinho de brotos que vem namorar sobre a pequenina ponte de balaustrada branca que há no parque. Ela é uma menina de uns 13 anos, o corpo elástico metido num blues jeans e num suéter folgado, os cabelos puxados para trás num rabinho de cavalo que está sempre a balançar para todos os lados; ele, um garoto de, no máximo, dezesseis, esguio, com pastas de cabelo a lhe tombar sobre a testa e um ar de quem descobriu a fórmula da vida. Uma coisa eu lhes asseguro: eles são lindos, e ficam montados, um em frente ao outro, no corrimão da colunata, os joelhos a se tocarem, os rostos a se buscarem a todo momento para pequenos segredos, pequenos carinhos, pequenos beijos. São, na sua extrema juventude, a coisa mais antiga que há no parque, incluindo as velhas árvores que por ali espaçam sua verde sombra; e as momices e brincadeiras que se fazem dariam para escrever todo um tratado sobre a arquelogia do amor, pois têm uma tal ancestralidade que nunca se há de saber a quantos milênios remontam [...]

MORAIS, Vinícius de. Para viver um grande amor – Crônicas e poemas. São Paulo, Companhia das Letras, 1991.

Nos trechos abaixo, há uma opinião em


10. (PAEBES). Leia o texto abaixo e responda.

Disponível em: www.infoblarg.blogspot. com/2009_12_01_archive.html. Acesso em: 03 mar. 2010.

No trecho “Olhe para essas pessoas...”, o uso das reticências sugere


11. (SEAPE). Leia o texto abaixo.

Desafio e resposta

    “As árvores querem ficar quietas. Mas o vento as balança.” O provérbio chinês sintetiza o desafio enfrentado pelos jornais. Com o avanço da mídia eletrônica, os impressos pareciam resvalar para segundo plano na ordem dos meios de comunicação de massa. A notícia em tempo real foi vista como risco para a informação apurada, escrita com rigor e divulgada com exigências estéticas capazes de atrair o leitor. Não faltou quem anunciasse a morte dos periódicos. O papel não teria condições de competir com a rapidez e facilidades oferecidas pela internet.

    Profecias catastróficas não constituem novidade no mundo cultural. A fotografia mataria a pintura. Não matou. A televisão mataria o rádio. Não matou. O videocassete mataria o cinema. Não matou. O jornal mataria o livro. Não matou. A internet mataria o jornal. Não matou. O tempo se encarregou de provar que os agouros não passavam de vaticínios de Cassandra. A razão: ao contrário da visão míope dos que rejeitam convivências, o novo agrega, não exclui.

    Com a certeza de que as novas mídias ampliam as possibilidades do jornal, o Correio Braziliense promoveu ousada reforma editorial.

Correio Braziliense, 21 jun. 2009. Fragmento.

O uso dos períodos curtos no segundo parágrafo, em relação às ideias do primeiro parágrafo, evidencia


12. (SPAECE). Leia os textos e responda:

TEXTO 1

Dormir fora de casa pode ser tormento

    A euforia de dormir na casa do amigo é tão comum entre algumas crianças quanto o pavor de outras de passar uma noite longe dos pais. E, ao contrário do que as famílias costumam imaginar, ter medo de dormir fora de casa não tem nada a ver com a idade.

    Assim como há crianças de três anos que tiram essas situações de letra, há pré-adolescentes que chegam a passar mal só de pensar na ideia de dormir fora, embora tenham vontade.

    Os especialistas dizem que esse medo é comum. A diferença é que algumas crianças têm mais dificuldades para lidar com ele.

    “Para o adulto, dormir fora de casa pode parecer algo muito simples, mas, para a criança, não é, porque ele tem muitos rituais, sua vida é toda organizada, ela precisa sentir que tem controle da situação”, explica o psicanalista infantil Bernardo Tanis, do Instituto Sedes Sapientiae.

    Dormir em outra casa significa deparar com outra realidade, outros costumes. “É um desafio para a criança, e novas situações geram ansiedade e angústia”, afirma. [...]


TEXTO 2

Tormento não tem idade

    – Meu fi lho, aquele seu amigo, o Jorge, telefonou.

    – O que é que ele queria?

    – Convidou você para dormir na casa dele, amanhã.

    – E o que é que você disse?

    – Disse que não sabia, mas que achava que você iria aceitar o convite.

    – Fez mal, mamãe. Você sabe que odeio dormir fora de casa.

    – Mas, meu filho, o Jorge gosta tanto de você...

    – Eu sei que ele gosta de mim. Mas eu não sou obrigado a dormir na casa dele por causa disso, sou?

    – Claro que não. Mas...

    – Mas o que, mamãe?

    – Bem, quem decide é você. Mas, que seria bom você dormir lá, seria.

    – Ah, é? E por quê?

    – Bem, em primeiro lugar, o Jorge tem um quarto novo de hóspedes e queria estrear com você. Ele disse que é um quarto muito lindo. Tem até tevê a cabo.

    – Eu não gosto de tevê.

    – O Jorge também disse que queria lhe mostrar uns desenhos que ele fez...

    – Não estou interessado nos desenhos do Jorge. [...]

    – ... amanhã eu não vou a lugar nenhum. Sabe por que, mamãe? Amanhã é meu aniversário. Você esqueceu?

    – Esqueci mesmo. Desculpe, filho.

    – Pois é. Amanhã estou fazendo 50 anos. E acho que quem faz 50 anos tem o direito de passar a noite em casa com sua mãe, não é verdade?

SCLIAR, Moacyr. O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2001. p. 173-4.

Esses textos assemelham-se quanto