Meus seguidores

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Quiz 5: PORTUGUÊS 9° ANO

Quiz 5: PORTUGUÊS 9° ANO
QUIZ 5: PORTUGUÊS 9° ANO

1. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Porquinho-da-índia

    Quando eu tinha seis anos

    Ganhei um porquinho-da-índia.

    Que dor de cabeça me dava

    Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!

    Levava ele pra sala

    Pra os lugares mais limpinhos

    Ele não gostava:

    Queria era estar debaixo do fogão.

    Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...

    – O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.

BANDEIRA, Manuel. Libertinagem & Estrela da manhã. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.

No poema, o uso dos diminutivos “porquinho” (v. 2), “bichinho” (v. 4), “limpinhos” (v. 6) e “ternurinhas” (v. 9) indica


2. (PAEBES). Leia o texto abaixo e responda.

O gambá

    No silêncio circular da praça, a esquina iluminada. O patrão aguardava a hora de apagar as luzes do café. O garçom começou a descer as portas de aço e olhou o relógio: meia-noite e quarenta e cinco. O moço da farmácia chegou para o último cafezinho. Até ser enxotados, uns poucos fregueses de sempre insistiam em prolongar a noite. Mas o bate-papo estava encerrado.

    Foi quando o chofer de táxi sustou o gesto de acender o cigarro e deu o alarme: um gambá! Correram todos para ver e, mais que ver, para crer. Era a festa, a insólita festa que a noite já não prometia. Ali, na praça, quase diante do edifício de dez andares, um gambá.

    Vivinho da silva, com sua anacrônica e desarmada arquitetura.

    No meio da rua – como é que veio parar ali? Um frêmito de batalha animou os presentes.

    Todos, pressurosos, foram espiar o recém-chegado. Só o Corcundinha permaneceu imóvel diante da mesa de mármore. O corpo enterrado na cadeira, as grossas botinas mal dispensavam as muletas. O intruso não lhe dizia respeito. Podia sorver devagarinho o seu conhaque.

    Encolhido de medo e susto, o gambá não queria desafiar ninguém. Mas seus súbitos inimigos a distância mantinham uma divertida atitude de caça. Ninguém sabia por onde começar a bem-vinda peleja. Era preciso não desperdiçar a dádiva que tinha vindo alvoroçar a noite de cada um dos circunstantes.

REZENDE, Oto Lara. O gambá. In: O elo perdido & outras histórias. 5 ed. São Paulo: Ática, 1998. p.12. Fragmento. *Adaptado: Reforma Ortográfica.

Nesse texto, qual é o fato que motiva a narrativa?


3. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Texto 1

Filtros da natureza

    Dracena, samambaia, babosa e a palmeira-areca ou ráfia têm cultivo fácil e agem como filtros naturais capazes de neutralizar a poluição de ambientes internos. A eficácia dessas plantas e de outras foi comprovada [pois] o interior dos lugares pode ser até dez vezes mais poluído do que o lado de fora. Por isso, acumula contaminação o suficiente para causar alergias, asma e outras patologias.

    [...] Quando puxam o ar para as raízes, elas levam essas substâncias tóxicas, que vão ser consumidas pelos micróbios junto com o oxigênio. Na opinião da pesquisadora Lúcia Regina Dumant, um ou dois vasos já ajudam na proteção contra a poluição. “Cada planta remove uma certa quantidade de gás poluente”, explica.

    [...] A samambaia ornamental, a minipalmeira, a palmeirinha-bambu e a dracena estão entre as primeiras colocadas.

Globo Rural, Junho 2009 , n. 284, p.16-17.


Texto 2

Sustentabilidade é o negócio

    Muitas pessoas associam sustentabilidade somente à preservação do meio ambiente. Mas é muito mais que cuidar do planeta. Sustentabilidade é um modelo de gestão de negócios que visa, sim, ao retorno financeiro, mas que também leva em consideração os impactos ambientais, sociais e culturais.

    [...] Para que exista sustentabilidade no meio empresarial, é necessário ter boas práticas de governança corporativa, assegurar a preservação dos interesses das diversas partes interessadas e buscar a inovação, por meio de novos produtos, processos e modelos de negócio que atendam as novas demandas da sociedade.

LEONARDO, Celso. In: O Globo, Caderno Razão Social, 3 nov. 2009, p. 23

Esses dois textos têm em comum a abordagem sobre


4. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Infância

    Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.

    Minha mãe ficava sentada cosendo.

    Meu irmão pequeno dormia.

    Eu sozinho menino entre mangueiras

    lia a história de Robinson Crusoé,

    comprida história que não acaba mais.


    No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu chamava para o café.

    Café preto que nem a preta velha

    café gostoso

    café bom.


    Minha mãe ficava sentada cosendo

    olhando para mim:

    – Psiu... Não acorde o menino.

    Para o berço onde pousou um mosquito.

    E dava um suspiro... que fundo!


    Lá longe, meu pai campeava

    no mato sem fim da fazenda.

    E eu não sabia que minha história

    era mais bonita que a de Robinson Crusoé.

ANDRADE, Carlos drummond de. disponível em: http://www.memoriaviva.com.br/drummond/poema002.htm Acesso em: 19 jul. 2008.

Nesse poema, a terceira estrofe evidencia o


5. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Disponível em: http://www2.uol.com.br/adaoonline/v2/tiras/tiras.htm>. Acesso em: 24 abr. 09.

No primeiro quadrinho, a expressão dos meninos sugere


6. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

HISTÓRIA DA ORIGEM DOS REMÉDIOS DA MATA

    Os índios de antigamente, com pouco tempo que apareceram no mundo, pensaram e discutiram juntos sobre a vida deles dali para frente:

    — Como será quando as pessoas adoecerem? Como vamos fazer para curar os doentes?

    — Um bocado de nós vai morrer para surgir como remédio da mata. Os outros poderão viver usando estes remédios em que vamos nos transformar. Yushã Kuru, uma mulher chamada Fêmea Roxa, falou assim:

    — Eu acho muito importante a ideia de vocês. Melhor é virar remédio. Eu vou ensinar a vocês. Vou ensinar aos nossos parentes.

    Os outros concordaram com essa ideia:

    — Isso é verdade. Se você conhece bem, você vai nos ensinar. Vai ensinar para nossos fi lhos e nossos netos.

    Yushã Kuru, a Fêmea Roxa, deu muitos conselhos e surgiram os remédios.

    Uns eram venenos para matar: olho forte, Beru Paepa. Mijo amargo, Isu Muka.

    Outro para coceira, Nui. A velha Fêmea Roxa observava bem as folhas e os pés das árvores:

    — Esse mato não é remédio forte.

    E assim foi. Surgiram muitos remédios, todos os remédios que têm na mata.

    Remédio bom que cura as pessoas. Bom para picada de cobra, picada de escorpião, aranha, reumatismo e fígado.

SHENIPABU, Miyui: História da origem dos remédios da mata. In: História dos antigos. Belo Horizonte: UFMG, 2000. p.109. Organização: Professores Indígenas do Acre. (Fragmento.)*Adaptado: Reforma Ortográfiica

De acordo com esse texto, os remédios que têm na mata surgiram a partir do conhecimento


7. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

SOUZA, Maurício de. Revista Magali, n.403. p.86, 2006.

O fato que deu origem a essa história foi


8. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

OS ANÕES PODEM TER FILHOS NORMAIS

    De modo geral, dependendo do tipo de doença, indivíduos afetados por essa anomalia podem ter desde um baixo risco até, no máximo, 50% de risco de passar o gene alterado para os filhos. Portanto, pessoas afetadas podem sim ter fi lhos normais. Indivíduos que têm estatura muito baixa pertencem a quadros de nanismo, cuja causa mais freqüente são alterações ósseas chamadas de displasias esqueléticas. Essa anomalia faz parte de um grupo de doenças causadas por uma alteração no tecido ósseo que impede a pessoa de crescer adequadamente. Este grupo de patologias tem causa genética monogênica, isto é, é causado por um gene específico, e pode ter várias formas de herança de acordo com o tipo específico de doença.

CERNACH, Mirlece Cecília Soares Pinho. Os anões podem ter fi lhos normais. Revista Globo Ciência, maio 1998. * Adaptado: Reforma Ortográfica.

A ideia principal desse texto é a de que filhos de anões podem


9. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

PARDALZINHO

    O pardalzinho nasceu

    Livre. Quebraram-lhe a asa.

    Sacha lhe deu uma casa,

    Água, comida e carinhos.

    Foram cuidados em vão:

    A casa era uma prisão,

    O pardalzinho morreu.

    O corpo, Sacha enterrou

    No jardim; a alma, essa voou

    Para o céu dos passarinhos!

BANDEIRA, Manuel. Pardalzinho. In: Poesia completa e prosa, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996.

Nos versos “O corpo, Sacha enterrou no jardim; a alma, essa voou para o céu dos passarinhos!”, a palavra essa refere-se à


10. (PAEBES). Leia os textos abaixo.

Texto 1

BOA NOTÍCIA: STRESS FAZ BEM

    Seu chefe vai ficar feliz. Realizar tarefa estressante, como cumprir prazos de um trabalho sob pressão, pode fortalecer o sistema imunológico. A conclusão está numa pesquisa na revista Psychophysiology, que avaliou voluntários em situações de stress. Uma delas consistia em decorar algo e fazer um teste de doze minutos.

    Resultado: houve aumento de imunoglobulina, substância de defesa do organismo.

Revista Veja, 07 nov. 2001.


Texto 2

    MÁ NOTÍCIA: STRESS = CIGARRO

    Um estudo realizado pela Universidade Harvard revela um dado alarmante sobre as mulheres que sofrem com o stress no trabalho. Elas podem, a médio prazo, ter a saúde afetada de forma tão devastadora quanto aconteceria se fossem fumantes. Os pesquisadores acompanharam mais de 21.000 profissionais por um período de quatro anos.

Revista Veja, 21 jun. 2000.

Esses textos defendem opiniões distintas em relação ao mesmo tema. Eles defendem que o stress


11. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

BROWNE, Dik. Hagar.

A passagem que provoca risos é a que


12. (Prova Brasil). Leia os textos abaixo:

Texto I

Monte Castelo

    Ainda que eu falasse a língua dos homens

    E falasse a língua dos anjos,

    Sem amor, eu nada seria.


    É só o amor, é só o amor

    Que conhece o que é verdade;

    O amor é bom, não quer o mal,

    Não sente inveja ou se envaidece.


    Amor é fogo que arde sem se ver;

    É ferida que dói e não se sente;

    É um contentamento descontente;

    É dor que desatina sem doer.


    Ainda que eu falasse a língua dos homens

    E falasse a língua dos anjos,

    Sem amor eu nada seria.


    É um não querer mais que bem querer;

    É solitário andar por entre a gente;

    É um não contentar-se de contente;

    É cuidar que se ganha em se perder.

    É um estar-se preso por vontade;

    É servir a quem vence o vencedor;

    É um ter com quem nos mata lealdade,

    Tão contrário a si é o mesmo amor.


    Estou acordado, e todos dormem, todos dormem, todos dormem.

    Agora vejo em parte,

    Mas então veremos face a face.

    É só o amor, é só o amor

    Que conhece o que é verdade.

    Ainda que eu falasse a língua dos homens

    E falasse a língua dos anjos,

    Sem amor eu nada seria.

Legião Urbana. As quatro estações. EMI, 1989 – Adaptação de Renato Russo: I Coríntios 13 e So- neto 11, de Luís de Camões.

Texto II

Soneto 11

    Amor é fogo que arde sem se ver;

    É ferida que dói e não se sente;

    É um contentamento descontente;

    É dor que desatina sem doer;


    É um não querer mais que bem querer;

    É solitário andar por entre a gente;

    É nunca contentar-se de contente;

    É cuidar que se ganha em se perder;


    É querer estar preso por vontade;

    É servir a quem vence o vencedor;

    É ter com quem nos mata lealdade.


    Mas como causar pode seu favor

    Nos corações humanos amizade,

    Se tão contrário a si é o mesmo amor?

Luís Vaz de Camões. Obras completas. Lisboa: Sá da Costa, 1971.

O texto I difere do texto II




Quiz 2: PORTUGUÊS 9° ANO

Quiz 2: PORTUGUÊS 9° ANO
QUIZ 2: PORTUGUÊS 9° ANO

1. (Prova Brasil). Leia o texto abaixo:

Como opera a máfia que transformou o Brasil num dos campeões da fraude de medicamentos

    É um dos piores crimes que se podem cometer. As vítimas são homens, mulheres e crianças doentes — presas fáceis, capturadas na esperança de recuperar a saúde perdida. A máfia dos medicamentos falsos é mais cruel do que as quadrilhas de narcotraficantes. Quando alguém decide cheirar cocaína, tem absoluta consciência do que coloca no corpo adentro. Às vítimas dos que falsificam remédios não é dada oportunidade de escolha. Para o doente, o remédio é compulsório. Ou ele toma o que o médico lhe receitou ou passará a correr risco de piorar ou até morrer. Nunca como hoje os brasileiros entraram numa farmácia com tanta reserva.

PASTORE, Karina. O Paraíso dos Remédios Falsificados. Veja, nº 27. São Paulo: Abril, 8 jul. 1998, p. 40-41.

Segundo a autora, “um dos piores crimes que se podem cometer” é:


2. Leia o texto para responder a questão abaixo:

Linguagem Publicitária

    [...]

    Ao contrário do panorama caótico do mundo apresentado nos noticiários dos jornais, a mensagem publicitária cria e exibe um mundo perfeito e ideal [...] Tudo são luzes, calor e encanto, numa beleza perfeita e não perecível.

    [...]

    Como bem definiu certa vez um gerente de uma grande agência francesa, publicidade é “encontrar algo de extraordinário para falar sobre coisas banais”.

    [...]

CARVALHO, Nelly de. A linguagem da sedução.São Paulo: Ática, 1996.In: CEREJA,William Roberto e MAGALHÃES, Thereza. Português Linguagens. São Paulo: Atual, 2006.

No trecho “Ao contrário do panorama caótico do mundo apresentado nos noticiários dos jornais, a mensagem publicitária cria e exibe um mundo perfeito e ideal [...]”, a palavra destacada está no mesmo campo de significado de


3. (Prova Brasil). Leia o texto abaixo:

Duas Almas

    Ó tu, que vens de longe, ó tu, que vens cansada,

    entra, e sob este teto encontrarás carinho:

    eu nunca fui amado, e vivo tão sozinho,

    vives sozinha sempre, e nunca foste amada...


    A neve anda a branquear, lividamente, a estrada,

    e a minha alcova tem a tepidez de um ninho.

    Entra, ao menos até que as curvas do caminho

    se banhem no esplendor nascente da alvorada.


    E amanhã, quando a luz do sol dourar, radiosa,

    essa estrada sem fim, deserta, imensa e nua,

    podes partir de novo, ó nômade formosa!

    Já não serei tão só, nem irás tão sozinha.

    Há de ficar comigo uma saudade tua...

    Hás de levar contigo uma saudade minha...

WAMOSY, Alceu. Livro dos Sonetos. L&PM.

No verso "e a minha alcova tem a tepidez de um ninho" (v. 6), a expressão sublinhada dá sentido de um lugar:


4. (Prova Brasil). Leia o texto abaixo:

O Drama das Paixões Platônicas na Adolescência

    Bruno foi aprovado por três dos sentidos de Camila: visão, olfato e audição. Por isso, ela precisa conquistá-lo de qualquer maneira.

    Matriculada na 8ª série, a garota está determinada a ganhar o gato do 3º ano do Ensino Médio e, para isso, conta com os conselhos de Tati, uma especialista na arte da azaração. A tarefa não é simples, pois o moço só tem olhos para Lúcia - justo a maior "crânio" da escola.

    E agora, o que fazer? Camila entra em dieta espartana e segue as leis da conquista elaboradas pela amiga.

Revista Escola, março 2004, p. 63

Pode-se deduzir do texto que Bruno:


5.Leia o texto para responder a questão abaixo:

Folha de São Paulo, 29/4/2004.

Pela resposta do Garfield, as coisas que acontecem no mundo são


6. (Prova Brasil). Leia o texto abaixo:

Como se produzem frutas fora de época?

    Você se lembra do tempo em que era preciso esperar o outono para comer morango e o inverno para chupar laranjas? Se não, é porque faz muito tempo mesmo: hoje em dia, essas frutas estão no supermercado o ano inteiro. Poda e irrigação se juntaram à genética e à química e permitem que os agricultores acelerem ou retardem o ciclo natural das plantas. Hoje, as frutas são de todas as épocas.

    A manga, por exemplo, graças a substâncias químicas como paiobutazol e ethefon, tem uma produção uniforme ao longo do ano. O produtor pode até adequar a colheita ao período mais propício para o mercado interno ou externo. Além do calendário, a agricultura moderna também ignora a geografia: a maçã, fã do frio, já dá na Bahia. Fruto de cruzamentos genéticos, a variedade Eva suporta trocadilhos e o calor nordestino desde 2004.

    “Os produtores aprenderam a explorar nossos climas e solos e passaram a produzir a mesma fruta em várias regiões”, explica Anita Gutierrez, engenheira agrônoma da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, a CEAGESP. O que não significa que não exista sazonalidade: ainda há variação no volume de algumas frutas e verduras por culpa de estiagem excesso de chuvas ou frio fora do comum. Ainda falta podar o clima.

SILVA, Michele. Revista Superinteressante.Ed. 264. Abril: abr. 2009. p. 46.

Esse texto trata


7. (Equipe PIP). Leia o texto abaixo.

Receitas da vovó

    Lembra aquela receita que só sua mãe ou sua avó sabem fazer? Pois saiba que, além de gostoso, esse prato é parte importante da cultura brasileira. É verdade. Os cadernos de receita são registros culturais. Primeiro, porque resgatam antigas tradições, seja familiares ou étnicas. Além disso, mostram como se fala ou se falava em determinada região. E ainda servem como passagens de tempo, chaves para alcançarmos memórias emocionais que a gente nem sabia que tinha (se você se lembrou do prato que sua avó ou sua mãe fazia, você sabe do que eu estou falando).

A tese defendida pelo autor do texto é de que as receitas culinárias:


8. Leia o texto para responder a questão abaixo:

O IMPÉRIO DA VAIDADE

    Você sabe por que a televisão, a publicidade, o cinema e os jornais defendem os músculos torneados, as vitaminas milagrosas, as modelos longilíneas e as academias de ginástica? Porque tudo isso dá dinheiro. Sabe por que ninguém fala do afeto e do respeito entre duas pessoas comuns, mesmo meio gordas, um pouco feias, que fazem piquenique na praia? Porque isso não dá dinheiro para os negociantes, mas dá prazer para os participantes.

    O prazer é físico, independentemente do físico que se tenha: namorar, tomar milk-shake, sentir o sol na pele, carregar o filho no colo, andar descalço, ficar em casa sem fazer nada. Os melhores prazeres são de graça − a conversa com o amigo, o cheiro do jasmim, a rua vazia de madrugada −, e a humanidade sempre gostou de conviver com eles. Comer uma feijoada com os amigos, tomar uma caipirinha no sábado também é uma grande pedida. Ter um momento de prazer é compensar muitos momentos de desprazer. Relaxar, descansar, despreocupar-se, desligar-se da competição, da áspera luta pela vida − isso é prazer.

    Mas vivemos num mundo onde relaxar e desligar-se se tornou um problema. O prazer gratuito, espontâneo, está cada vez mais difícil. O que importa, o que vale, é o prazer que se compra e se exibe, o que não deixa de ser um aspecto da competição. Estamos submetidos a uma cultura atroz, que quer fazer-nos infelizes, ansiosos, neuróticos. As filhas precisam ser Xuxas, as namoradas precisam ser modelos que desfilam em Paris, os homens não podem assumir sua idade.

    Não vivemos a ditadura do corpo, mas seu contrário: um massacre da indústria e do comércio. Querem que sintamos culpa quando nossa silhueta fica um pouco mais gorda, não porque querem que sejamos mais saudáveis − mas porque, se não ficarmos angustiados, não faremos mais regimes, não compraremos mais produtos dietéticos, nem produtos de beleza, nem roupas e mais roupas. Precisam da nossa impotência, da nossa insegurança, da nossa angústia.

    O único valor coerente que essa cultura apresenta é o narcisismo.

LEITE, Paulo Moreira. O império da vaidade. Veja, 23 ago. 1995. p. 79.

O autor pretende influenciar os leitores para que eles


9. (SPAECE). Leia o texto abaixo.

História em esmolas

    Quando aqui chegaram, os portugueses traziam bugigangas para oferecer aos índios. Desde então, a história do Brasil é uma história de esmolas dos poderosos para os humildes.

    Ao mesmo tempo em que matavam os índios, os colonizadores distribuíam esmolas para eles.

    A independência também foi uma esmola: no lugar de um presidente brasileiro, eleito por nosso povo, tivemos um imperador, filho do rei da metrópole.

    A libertação dos escravos foi incompleta como uma esmola: não distribuíram as terras, não colocaram seus filhos na escola. Deram-lhes uma esmola de liberdade.

    Nossa república foi proclamada, mas de um modo insuficiente, como uma esmola. Foi proclamada, não constituída. Para proclamá-la, bastou um marechal, em cima de um cavalo, com sua espada, em um dia de novembro no Rio de Janeiro, mas para construí-la são necessários milhões de professores, em dezenas de milhares de escolas espalhadas por todo o território, durante muitas décadas.

BUARQUE, Cristovam. Os instrangeiros. Rio de Janeiro: Garamond, 2002. Fragmento.

O fragmento que contém a principal informação desse texto é:


10. Leia o texto para responder a questão abaixo:

A outra noite

Rubem Braga

    Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas. Uma paisagem irreal.

    Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou um sinal fechado para voltar-se para mim:

    — O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa. Mas tem mesmo luar lá em cima?

    Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra − pura, perfeita e linda.

    — Mas, que coisa...

    Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva.

    Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa.

    — Ora, sim senhor...

    E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um “boa noite” e um “muito obrigado ao senhor” tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei.

BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1960.

O fato que desencadeou a história foi


11. (Prova Brasil). Leia o texto abaixo:

A função da arte

    Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que desco¬brisse o mar.

    Viajaram para o Sul.

    Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.

    Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.

    E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:

    – Me ajuda a olhar!

GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Trad. Eric Nepomuceno 5ª ed. Porto Alegre: Editora L & PM, 1997.

O menino ficou tremendo, gaguejando porque


12. Leia o texto para responder a questão abaixo:

Mente quieta, corpo saudável

    A meditação ajuda a controlar a ansiedade e a aliviar a dor? Ao que tudo indica, sim. Nessas duas áreas os cientistas encontraram as maiores evidências da ação terapêutica da meditação, medida em dezenas de pesquisas. Nos últimos 24 anos, só a clínica de redução do estresse da Universidade de Massachusetts monitorou 14 mil portadores de câncer, AIDS, dor crônica e complicações gástricas. Os técnicos descobriram que, submetidos a sessões de meditação que alteraram o foco da sua atenção, os pacientes reduziram o nível de ansiedade e diminuíram ou abandonaram o uso de analgésicos.

Revista Superinteressante, outubro de 2003

O texto tem por finalidade




Quiz 8: PORTUGUÊS 9° ANO

Quiz 8: PORTUGUÊS 9° ANO
QUIZ 8: PORTUGUÊS 9° ANO

1. (PAEBES). Leia o texto abaixo e responda.

AMIGOS DO PEITO

  Todo dia eu volto da escola

  com a Ana Lúcia da esquina.

  Da esquina não é sobrenome,

  é o endereço da menina.

  O irmão dela é mais velho

  e mesmo assim é meu amigo.

  Sempre depois do almoço,

  ele joga bola comigo.

  Já o Carlos Alberto, do lado,

  (do lado não é nome também)

  tem uma bicicleta legal,

  mas não empresta pra ninguém.

  O bairro onde moro é assim,

  tem gente de tudo que é jeito.

  Pessoas que são muito chatas,

  e um monte de amigos do peito:

  o Bruno do prédio da frente,

  o Ricardo do sétimo andar,

  o irmão da Lúcia da esquina,

  o filho do dono do bar.

  O nome completo deles

  eu nunca sei, ou esqueço.

  Amigo não tem sobrenome:

  amigo tem endereço.

THEBAS, Cláudio. Amigos do peito. Belo Horizonte: Formato. 1996.

Nesse texto, na visão do eu lírico


2. (PROEB). Leia o texto abaixo e responda.

O sábio

    Havia um pai que morava com suas duas jovens filhas, meninas muito curiosas e inteligentes. Suas filhas sempre lhe faziam muitas perguntas.

    Algumas, ele sabia responder. Outras, não fazia a mínima ideia da resposta.

    Como pretendia oferecer a melhor educação para as suas filhas, as enviou para passar as férias com um velho sábio que morava no alto de uma colina. Este, por sua vez, respondia a todas as perguntas, sem hesitar.

    Já muito impacientes com essa situação, pois constataram que o tal velho era realmente sábio, resolveram inventar uma pergunta que o sábio não saberia responder.

    Passaram-se alguns dias e uma das meninas apareceu com uma linda borboleta azul e exclamou para a sua irmã:

    – Dessa vez o sábio não vai saber a resposta!

    – O que você vai fazer? Perguntou a outra menina.

    – Tenho uma borboleta azul em minhas mãos. Vou perguntar ao sábio se a borboleta está viva ou está morta. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la rapidamente, esmagá-la e, assim, matá-la. Como consequência, qualquer resposta que o velho nos der, vai estar errada.

    As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio que se encontrava meditando sob um eucalipto na montanha. A menina aproximou-se e perguntou:

    – Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me, sábio, ela está viva ou morta?

    Calmamente, o sábio sorriu e respondeu:

    – Depende de você... Ela está em suas mãos.

Enviado por Josefa Prieto Andres. *Adaptado: Reforma Ortográfica.

O pai pretendia


3. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

O LEÃO, O URSO E A RAPOSA

    Um Leão e um Urso capturam um cervo, e em feroz luta, disputavam pelo direito de posse da presa. Após terem lutado bastante, cansados e feridos eles caíram no chão completamente exaustos. Uma raposa, que estava nas redondezas, a uma distância segura e quieta observando a tudo, vendo ambos caídos no chão e o cervo abandonado ali perto, passou correndo entre os dois, e de um bote agarrou-o com a boca e desapareceu no meio do mato.

    O Leão e o Urso vendo aquilo, mas incapazes de impedir, disseram:

    Ai de nós, que nos ferimos um ao outro apenas para garantir o jantar da Raposa!

ESOPO. Fábulas Ilustradas: o Leão, o Urso e a Raposa - © Copyright 2000-2009.

Nesse texto, qual é o trecho que apresenta uma ideia de lugar?


4. (PAEBES). Leia os textos abaixo.

Opiniões dos jovens sobre Harry Potter

Época Online

Mariana Lima, 14 anos

    “Não gosto de Harry Potter. É tudo ilusório, falta ser mais realista. Li um pedaço de Harry Potter e a Pedra Filosofal, mas não tive paciência para ler até o fim. Não me interesso em ver o Harry Potter e o Cálice de Fogo, porque independente dos personagens crescerem, a história vai ser a mesma.”

Rafael Vitelli Salvador, 16 anos

    “Gosto de Harry porque incentiva a imaginação. Você entra em um mundo que não conhece e vai descobrindo coisas que, sozinho, jamais pensaria. Harry Potter é uma viagem para um mundo de sonhos... Nos livros, além de estimular as crianças à leitura, estimula a imaginação – faz você imaginar os cenários, o rosto dos personagens e diversas outras coisas. Os filmes são bastante interessantes também, mas já vêm tudo pronto. Como não há alguns fatos, fica confuso para quem não leu o livro.

    O amadurecimento ao passar dos anos mostra a realidade que os fãs vivem. Estamos crescendo e descobrindo coisas junto com Harry Potter. Amor, ódio, inveja... tudo o que é relatado nos livros tem o seu ponto verdadeiro, fazendo com que os fãs se identifiquem ainda mais com eles. Esse amadurecimento é o que torna a história empolgante.

    Os personagens ficam mais velhos e mais desafios vão enfrentando.”

Disponível em http//revistaepoca.globo. com/Revista/Epoca0,,EDG72263_5856,00.html. Acesso em: 10 ago.2007.

Nesses textos, há duas posições dos jovens em relação à série de romances cujo personagem principal é Harry Potter. Essas posições são


5. (PAEBES). Leia o texto abaixo e responda.

A história do papel

    Os egípcios inventaram o papiro, no início da era cristã, trançando fatias finíssimas de uma planta com o mesmo nome, retiradas das margens do rio Nilo. No século II, o papiro fazia tanto sucesso entre os gregos e os romanos, que os mandatários do Egito decidiram proibir a sua exportação, temendo a escassez do produto. Isso disparou a corrida atrás de outros materiais.

    Na cidade de Pérgamo, na Antiga Grécia (hoje, Turquia), foi usado o pergaminho, obtido da parte interna da pele do carneiro. Grosso e resistente, ele era ideal para os pontiagudos instrumentos de escrita dos ocidentais que cavavam sulcos na superfície do suporte, os quais eram, depois, pacientemente preenchidos com tinta.

    O pergaminho, entretanto, não era liso e macio o suficiente para resolver o problema dos chineses, que praticavam a caligrafia com o delicado pincel de pelo, inventado por eles ainda no ano 250 a.C. – só lhes restava, assim, a solução muito menos econônica de escrever em tecidos como a seda.

    E o tecido, naqueles tempos antigos, podia sair tão caro como uma pedra preciosa.

    Provavelmente, o papel já existia na China desde o século II a. C., como indicam os restos num túmulo, na província de Shensi.

    Mas o fato é que somente no ano 105, o oficial da corte T’sai Lun anunciou ao imperador a sua invenção. Tratava-se, afinal, de um material muito mais barato que a seda, preparado sobre uma tela de pano esticada por uma armação de bambu. Nessa superfície, vertia-se uma mistura aquosa de fibras maceradas de redes de pescar e cascas de árvores. No ano 750, dois artesãos da China foram aprisionados pelos árabes, na antiga cidade de Samarkanda, aos pés das montanhas do Turquistão.

    A liberdade só lhes seria devolvida com uma condição – se eles ensinassem a fabricar o papel, que assim iniciou a sua viagem pelo mundo. No século X, foram construídos moinhos papeleiros em Córdoba, Espanha.

    Os italianos da cidade de Fabriano começaram a fabricar papel, em 1268, à base de fibras de algodão e de linho, além de cola – substância que, ao envolver as fibras, tornava-as mais resistentes às penas metálicas com que escreviam os europeus. Quanto ao preço, no entanto, papel e pergaminho empatavam, pois era muito difícil conseguir roupas velhas para extrair a celulose.

    Quando, no Renascimento, o advento da imprensa fez o consumo de papel aumentar terrivelmente, os ingleses chegaram a determinar que as pessoas só poderiam ser enterradas com trajes de lã, a fim de poupar os trapos de algodão, deixados como herança para os papeleiros. Até hoje o papel-moeda, por exemplo, não dispensa esse nobre ingrediente, que por ter fi bras longuíssimas faz um produto difícil de rasgar. O algodão demorou até ser substituído.

    Apenas em 1719, o entomologista René de Réaumur (1683-1757) sugeriu trocá-lo pela madeira. Ele observou vespas a construir ninhos com uma pasta feita a partir da mastigação de minúsculos pedaços de troncos.

Disponível em: http://www.sitedecuriosidades.com.Acesso em: 04 mar.2010.

No trecho “... os quais eram, depois, pacientemente preenchidos com tinta.” (2° parágrafo), a expressão destacada refere-se a


6. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Golfinho também é gente

    Apesar do título acima, esclareço logo que eu não acho que golfinhos sejam “humanos”.

    Mas podem ser “pessoas”. Se considerarmos uma pessoa como um ser autônomo e ciente de sua identidade, então, os golfinhos têm todo o direito de pleitear essa distinção. Em um estudo que fiz em 2001 com minha colega Diana Reiss – Ph.D. em cognição e comportamento animal –, provamos que os golfinhos-nariz-de-garrafa reconhecem a si mesmos em espelhos. Essa é uma capacidade rara no mundo animal, um clube que, além de humanos, só havia admitido os chimpanzés-anãos. Pelo menos até onde a ciência sabia.

MARINO, Lori. Galileu: março, 2010.

O argumento que sustenta a tese de que os golfinhos podem ser pessoas é:


7. (PROEB). Leia o texto abaixo.

Ritmo

    Na porta

    a varredeira varre o cisco

    varre o cisco

    varre o cisco


    Na pia

    a menininha escova os dentes

    escova os dentes


    No arroio

    a lavadeira bate roupa

    bate roupa

    bate roupa

    até que enfim

    se desenrola

    toda a corda


    e o mundo gira imóvel

    como um pião.

Mário Quintana. Apontamentos de história sobrenatural (1987).

Esse texto trata, principalmente,


8. (PROEB). Leia o texto abaixo.

Casa de PET e isopor

    A construção de 4 moradias é suficiente para consumir 5.000 garrafas PET e 120m³ de isopor que iriam para o lixo. Essa tecnologia, desenvolvida pelo CEFET – Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná, produz blocos fabricados com cimento, areia, isopor em vez de brita e garrafas de refrigerante (PET). A estrutura dos blocos dispensa ainda o uso de diversos itens na construção, como o chapisco e o reboco; gerando ainda mais economia de mão-de-obra e energia, e barateamento em cerca de 30% o custo final da obra.

Revista Semeando - Edição anual – ano 2 – 2007- pág. 38

Esse texto indica que o uso de PET e isopor em construções


9. (PROEB). Leia o texto abaixo.

SOUZA, Mauricio de. Revista Cebolinha. São Paulo: Globo. n. 89, p. 66.

De acordo com esse texto, a menina


10. (PROEB). Leia o texto abaixo.

O açúcar

  O branco açúcar que adoçará meu café

  nesta manhã de Ipanema

  não foi produzido por mim

  nem surgiu dentro do açucareiro por

  milagre.

  Vejo-o puro

  e afável ao paladar

  como beijo de moça, água

  na pele, flor

  que se dissolve na boca. Mas este açúcar

  não foi feito por mim.

  Este açúcar veio

  da mercearia da esquina e tampouco o

  fez o Oliveira

  dono da mercearia.

  Este açúcar veio

  de uma usina de açúcar em Pernambuco

  ou no Estado do Rio

  e tampouco o fez o dono da usina.

  Este açúcar era cana

  e veio dos canaviais extensos

  que não nascem por acaso

  no regaço do vale.

  Em lugares distantes, onde não há

  hospital

  nem escola,

  homens que não sabem ler e morrem de

  fome

  aos 27 anos

  plantaram e colheram a cana

  que viraria açúcar.

  Em usinas escuras,

  homens de vida amarga

  e dura

  produziram este açúcar

  branco e puro

  com que adoço meu café esta manhã em

  Ipanema.

Ferreira Gullar. Dentro da noite veloz.

No texto, o açúcar é comparado a


11. (PROEB). Leia o texto abaixo e responda.

A natureza em risco: extinção

Fragmento

    Extinguir significa fazer com que uma coisa desapareça para sempre. Essa palavra, infelizmente, está sendo muito usada para descrever a triste situação de muitos animais na face da terra. Você, com certeza, já ouviu dizer que as baleias, os tigres, as onças estão correndo risco de extinção. [...]

    Muitas vezes, a extinção é causada pela introdução, em uma certa região, de um espécie que não vivia lá. Se essa espécie for agressiva poderá acabar com os outros animais da região. Por isso, não é aconselhável introduzirmos animais de um certo país em outro, sem antes sabermos quais as consequências que isso pode acarretar.

    Um exemplo de extinção é o dodô, uma ave grande que vivia na Ilha Maurício, no Oceano Índico. Com a chegada dos colonizadores europeus, as populações dessa ave começaram a diminuir.

    Ela era grande e não conseguia voar, por isso se tornou um alvo fácil para os caçadores. O homem, sem se preocupar em preservá-la, acabou eliminando essa ave preciosa. O último dodô foi visto em 1681. [...]

Bragança Jornal Diário, 29/03/2000. Suplemento infantil. Adaptado.

O dodô era um alvo fácil para os caçadores porque


12. (SAERS). Leia o texto abaixo e responda.

Disponível em: http://www.portal.saude. gov.br/portal/saude. Acesso em: 28 mar. 10.

Nesse texto, a palavra “Previna-se” indica