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quarta-feira, 1 de março de 2017

Quiz 13: PORT. - 3ª Série (Ens. Médio)

Quiz 13: PORTUGUÊS - 3ª Série (Ens. Médio)
Quiz 13: PORTUGUÊS - 3ª Série (Ens. Médio)

1. (SAEPI). Leia o texto abaixo.

TV na madrugada

    O humorista Chico Anysio, de 72 anos, acostumou-se a dormir menos de cinco horas por noite. Todos os dias, vai para a cama à 1 e meia da madrugada e às 6 da manhã já está de pé.

    “Nem preciso de despertador para acordar”, diz. Durante a madrugada, enquanto o resto da casa está dormindo, Chico assiste a filmes na TV a cabo. “Decidi ficar menos na cama para aproveitar melhor o tempo”, explica. “Antes eu também trabalhava à noite, mas parei. Agora só trabalho de dia”, diz. Chico conta que quando era mais jovem dormia oito horas por noite. “Eu me mexia tanto que a cama até saía do lugar”, brinca. Mesmo com as poucas horas de sono que tem hoje, Chico avalia que dorme bem. “Meu sono é tão profundo que acordo na mesma posição em que dormi.”

Veja. ed. 1821, 24 set. 3, p. 103.

De acordo com esse texto, Chico Anysio


2. (SAEPE). Leia o texto abaixo.

Das estrelas ao GPS

    Atualmente, é muito mais fácil viajar do que era no passado. As viagens foram facilitadas tanto pelo desenvolvimento de novas tecnologias como pelo aumento do próprio número de viagens, o que levou a seu barateamento e tornou-as mais acessíveis para grande parte da população.

    Antes do advento dos aviões a jato, as viagens aéreas para grandes distâncias eram algo penoso, principalmente por conta da pequena autonomia das aeronaves. Em qualquer viagem, mesmo dentro do Brasil, era preciso fazer várias escalas para abastecê-las. Hoje, os aviões de passageiros são capazes de viajar mais de 10 mil km sem necessidade de abastecimento.

    Uma das coisas mais importantes em qualquer viagem é conhecer bem a rota e saber se a está seguindo corretamente. Desde a antiguidade, o homem criou várias formas de se orientar e encontrar os caminhos certos em suas viagens, que antes de serem simplesmente para as férias de verão, carregavam a missão de descoberta e exploração.

    A melhor tecnologia disponível hoje para determinar a posição exata de um ponto é o GPS – sigla de Global Positioning System. Em Português, Sistema de Posicionamento Global. O sistema utiliza satélite com relógios atômicos perfeitamente sincronizados, com precisão de um nanossegundo (uma fração de um bilhão de um segundo), o que permite a localização de um objeto com margem de erro de apenas 15 metros.

    O GPS é amplamente utilizado em embarcações e aviões. Com o barateamento dessa tecnologia, ficou acessível também para os motoristas de automóveis – custa menos do que algumas centenas de reais. Com o equipamento, é mais fácil navegar pelas ruas e estradas, pois ele permite traçar as rotas mais rápidas ou mais curtas, o que é muito útil nas grandes cidades.

    Ao viajar, seja de avião ou automóvel, contando com as facilidades tecnológicas hoje disponíveis, nem lembramos o quanto já foi difícil fazer viagens e travessias. Mas o fato é que o homem, para encontrar o caminho correto – ou o mais rápido – já utilizou as mais diversas estratégias e aparatos, desde as mais simples, como a observação das estrelas, às mais sofisticadas, como o GPS.

OLIVEIRA, Adilson de. Departamento de Física Universidade Federal de São Carlos. Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br/ colunas/fisica-sem-misterio/das-estrelas-ao-gps#. Acesso em: 16 dez. 2010. Fragmento.

No trecho “... tornou-as mais acessíveis...” (1° parágrafo), o pronome destacado refere-se a


3. (AVALIE). Leia o texto abaixo.

Disponível em: http://ryotiras.com/. Acesso em: 27 fev. 2012.

No primeiro quadrinho, a expressão do menino revela


4. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Seremos apenas cinco

    Revista Veja – Os automóveis tornaram-se vilões do ambiente. Essa imagem é justa?

    Sérgio Marchionne – Considero injusto responsabilizar os carros por todos os males da humanidade. Há outras formas de poluição cujos efeitos são muito mais devastadores. Além disso, se compararmos os índices de emissão de gás carbônico e óxido nitroso dos automóveis de dez anos para cá, verificaremos uma redução drástica nesses valores. Em 1998, os principais fabricantes assinaram, voluntariamente, um acordo que estabeleceu um limite para as emissões de poluentes na Europa. Os governos também têm feito pressão nesse sentido. Os Estados Unidos, que são os maiores poluidores mundiais, tornaram as metas mais rigorosas. Não há dúvida de que a indústria entende o problema e tem investido para buscar soluções.

Veja, 10 mar. 2010.

Nesse texto, qual é a tese defendida pelo entrevistado?


5. (SEDUC-GO). Leia o texto abaixo e responda.

Tramas que atravessam noites

    Diz a história que Scherazade, uma jovem bela e inteligente, convence seu pai, o vizir, a levá-la ao palácio do sultão para casar-se com ele, apesar de saber que, após a noite de núpcias, seu destino seria a morte por decapitação. Traído pela primeira esposa, o sultão já se vingara da infidelidade da mulher assassinando inúmeras moças do reino. Apesar dos protestos do pai, a jovem decide interromper a saga de crueldade. Mas, antes de sair de casa, diz à irmã caçula que entre no quarto, na primeira noite, onde estará com o marido e peça a ela, pouco antes do nascer do dia, que lhe conte o último de seus contos maravilhosos. A história que Scherazade conta à irmãzinha atrai a atenção do sultão, que decide poupar sua vida para continuar a acompanhar a narrativa na noite seguinte. E assim, fiando histórias, tecendo ciclos de contos, a jovem atravessa mil e uma noites e se mantém viva, ganhando por fim (embora algumas versões sejam controvertidas) o amor do marido.

Revista Mente Cérebro, Duetto editorial, Edição nº 197. p. 4.

O enredo desse texto se desenvolve a partir da


6. (SAERJ). Leia o texto abaixo.

Desafio e resposta

    “As árvores querem ficar quietas. Mas o vento as balança.” O provérbio chinês sintetiza o desafio enfrentado pelos jornais. Com o avanço da mídia eletrônica, os impressos pareciam resvalar para segundo plano na ordem dos meios de comunicação de massa. A notícia em tempo real foi vista como risco para a informação apurada, escrita com rigor e divulgada com exigências estéticas capazes de atrair o leitor. Não faltou quem anunciasse a morte dos periódicos. O papel não teria condições de competir com a rapidez e facilidades oferecidas pela internet.

    Profecias catastróficas não constituem novidade no mundo cultural. A fotografia mataria a pintura. Não matou. A televisão mataria o rádio. Não matou. O videocassete mataria o cinema. Não matou. O jornal mataria o livro. Não matou. A internet mataria o jornal. Não matou. O tempo se encarregou de provar que os agouros não passavam de vaticínios de Cassandra. A razão: ao contrário da visão míope dos que rejeitam convivências, o novo agrega, não exclui.

    Com a certeza de que as novas mídias ampliam as possibilidades do jornal, o Correio.

Braziliense promoveu ousada reforma editorial. Correio Braziliense, 21 Jun. 2009. Fragmento.

O trecho que indica a causa da mudança nos jornais impressos é:


7. (SAERJ). Leia o texto abaixo.

Qual é o órgão mais dispensável do corpo humano?

    Se você der o azar de lesionar um órgão, torça para ser o baço. Ele tem lá suas funções, como remover os glóbulos vermelhos velhos demais e produzir parte dos anticorpos que nos protegem de vírus e bactérias. Mas dá para viver sem ele, o que não rola sem coração, pulmões, fígado, estômago, pâncreas ou intestino – sem os dois rins também não dá.

    Quando alguém sofre uma pancada forte na barriga e danifica o baço a ponto de ele precisar ser removido, o fígado se encarrega da “limpeza” dos glóbulos vermelhos. Já a imunidade da pessoa fica debilitada com a menor produção de anticorpos.

Mundo estranho. São Paulo: Abril, fev. 2008, p. 31.

O objetivo desse texto é


8. (SAEPE). Leia o texto e responda.

Canaã

    Já no dormitório, os trabalhadores ressonavam sobre os colchões estendidos no chão, e Joca ainda remexia inquieto, sem poder dormir. Era uma noite em claro que ele passava; tinha a garganta seca, sentia por vezes a pele arder, e não achava agasalho na cama fofa e tranquila. A evocação da terra natal ali no meio da floresta do Rio Doce, estranha a seus olhos e a seus sentimentos, fazia-o remontar aos quadros da sua vida passada no lugar do nascimento, nesses campos de Cajapió, vários e inconstantes, cuja mobilidade se transmitia à alma plástica dos homens aí formados. No Espírito Santo, sentia-se Joca em terra alheia; os montes o apertavam, os desfiladeiros o sufocavam de terror, e então uma saudade o transportava para a longa planície onde vivera. Via no verão o pasto todo morto; o amor violento do Sol trazia o vasto campo fendido e cortado em pedaços, sem um fio verde; por toda a parte a secura e com ela a morte. Nem uma gota d’água: o deserto árido e triste, e sobre ele, passava, arrastando-se longo, esguio e sinuoso, o caminho feito pelo pé do homem e pelo rasto do animal... Nos dias claros, sem nuvens, quando todos suplicavam chuva, o horizonte se confunde com o céu. Outras vezes, nuvens descem quase a tocar a terra, o Sol rubro as tinge, as miragens se formam estreitando o círculo visual, tudo se encerra num espaço limitado, e o viajante caminha para elas, que se afastavam inatingíveis, fazendo evoluções como um exército em campo aberto.

ARANHA, Graça. Canaã. São Paulo: Ática, 1997. Fragmento.

O trecho que evidencia um ser inanimado com características próprias do ser humano é:


9. Leia o texto a seguir e responda.

Anedotinhas

    De manhã, o pai bate na porta do quarto do filho:

    — Acorda, meu filho. Acorda, que está na hora de você ir para o colégio.

    Lá de dentro, estremunhando, o filho respondeu:

    — Ai, eu hoje não vou ao colégio. E não vou por três razões: primeiro, porque eu estou morto de sono; segundo, porque eu detesto aquele colégio; terceiro, porque eu não agüento mais aqueles meninos.

    E o pai responde lá de fora:

    — Você tem que ir. E tem que ir, exatamente, por três razões: primeiro, porque você tem um dever a cumprir; segundo, porque você já tem 45 anos; terceiro, porque você é o diretor do colégio.

Anedotinhas do Pasquim. Rio de Janeiro: Codecri, 1981, p. 8.

No trecho “Acorda, que está na hora de você ir para o colégio” (2° parágrafo), a palavra sublinhada estabelece relação de


10. (SAEPI). Leia o texto abaixo.

Chico Bento. Globo, n. 394, p. 34.

Nesse texto, o humor é produzido


11. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Por que o Mar Morto tem esse nome?

    Porque o excesso de sal nas suas águas torna a vida praticamente impossível por ali.

    Com exceção da bactéria Haloarcula marismortui, que consegue filtrar os sais e sobreviver nesse cemitério marítimo, todos os organismos que chegam ao Mar Morto morrem rapidamente. Outra característica curiosa é que ninguém consegue afundar nas suas águas, graças novamente à alta concentração salina, que o torna muito mais denso do que o corpo humano. Os oceanos têm uma média de 35 gramas de sal por litro de água, enquanto o Mar Morto tem quase 300 gramas. Isso se deve basicamente a sua localização – na divisa entre Israel e Jordânia. A região é quente e seca, o que acelera a evaporação e impede a reposição da água pela chuva – em um ano chove tanto quanto um dia chuvoso em São Paulo. Além disso, o Mar Morto é o local mais baixo do planeta: alguns pontos ficam a mais de 400 metros abaixo do nível dos oceanos. Isso significa que grande parte das partículas que se soltam dos terrenos a sua volta escoam em sua direção. Para piorar, o rio Jordão, que ajuda a alimentá-lo, foi desviado em várias partes para irrigar plantações. Ou seja, com o perdão do trocadilho, o Mar Morto está morrendo. O diretor do Instituto Geológico Israelense, Amos Bein, garante que ele não corre risco de secar completamente, mas, por via das dúvidas, já está em fase de planejamento o “Canal da Paz”, um aqueduto de mais de 80 quilômetros que puxaria água do Mar Vermelho para salvar esse “defunto”.

LOPES, Artur Louback. Disponível em: http://mundoestranho.abril.com.br. Acesso em: 30 jun. 2011.

No trecho “... para salvar esse ‘defunto’.”, as aspas na palavra destacada foram empregadas para


12. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Helena – Capítulo XIII

    Dissolvida a reunião, Helena recolheu-se à pressa com o pretexto de que estava a cair de sono, mas realmente para dar à natureza o tributo de suas lágrimas. O desespero comprimido tumultuava no coração, prestes a irromper. Helena entrou no quarto, fechou a porta, soltou um grito e lançou-se de golpe à cama, a chorar e a soluçar.

    A beleza dolorida é dos mais patéticos espetáculos que a natureza e a fortuna podem oferecer à contemplação do homem. Helena torcia-se no leito como se todos os ventos do infortúnio se houvessem desencadeado sobre ela. Em vão tentava abafar os soluços, cravando os dentes no travesseiro. Gemia, entrecortava o pranto com exclamações soltas, enrolava no pescoço os cabelos deslaçados pela violência da aflição, buscando na morte o mais pronto dos remédios. Colérica, rompeu com as mãos o corpinho do vestido; e pôde à larga desafogar-se dos suspiros que o enchiam. Chorou muito; chorou todas as lágrimas poupadas durante aqueles meses plácidos e felizes, leite da alma com que fez calar a pouco e pouco os vagidos de sua dor.

ASSIS, Machado. Helena. São Paulo: Ática, 1997. Fragmento.

Nesse texto, no trecho “Helena entrou no quarto, fechou a porta, soltou um grito e lançou-se de golpe à cama,...” (1° parágrafo), as formas verbais destacadas indicam que as ações




Quiz 12: PORT. - 3ª Série (Ens. Médio)

Quiz 12: PORTUGUÊS - 3ª Série (Ens. Médio)
Quiz 12: PORTUGUÊS - 3ª Série (Ens. Médio)

1. (SPAECE). Leia o texto abaixo.

Os namorados

    Um pião e uma bola estavam numa gaveta em meio a um monte de brinquedos. Um dia o pião disse para a bola:

    – Devíamos namorar, afinal, ficamos lado a lado na mesma gaveta.

    Mas a bola, que era feita de marroquim, achava que era uma jovem dama muito refinada e nem se dignou a responder à proposta do pião.

    No dia seguinte, o menino, a quem todos esses brinquedos pertenciam, pintou o pião de vermelho e branco e pregou uma tachinha de bronze no meio dele. Ficava maravilhoso ao rodar.

    – Olhe para mim agora! – o pião disse para a bola. – O que você acha, não daríamos um belo casal? Você sabe pular e eu sei dançar! Como iríamos ser felizes juntos!

    – Isso é o que você acha – a bola retrucou – Você por acaso sabia que minha mãe e meu pai eram um par de chinelos marroquim, e que eu tenho cortiça dentro de mim?

    – Mas eu sou de mogno – gabou-se o pião. – E ninguém menos que o próprio prefeito quem me fez, num torno que tem no porão. – E foi um grande prazer para ele.

    – Como vou saber se o que está dizendo é verdade? – perguntou a bola.

    – Que nunca mais me soltem se eu estiver mentindo! – o pião respondeu.

    – Você sabe falar muito bem de si – admitiu a bola. – Mas terei de recusar o convite porque estou quase noiva de uma andorinha. Toda vez que pulo no ar, ele põe sua cabeça para fora do ninho e pergunta “você vai, você vai?”. Embora eu ainda não tenha dito que sim, já pensei nisso; e é praticamente o mesmo que estar noiva. Mas prometo que nunca o esquecerei.

ANDERSEN, Hans Christian. Os mais belos contos de Andersen. São Paulo: Moderna, 2008, p. 74. Fragmento.

No trecho “Embora eu ainda não tenha dito que sim,...” (10° parágrafo), o pronome em destaque refere-se


2. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Felicidade clandestina

    Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. [...] Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.

    Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.

    Mas que talento tinha para a crueldade. [...] Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.

    Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa.

    Como casualmente, informou-me que possuía “As reinações de Narizinho”, de Monteiro Lobato.

    Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.

LISPECTOR, Clarice. O primeiro beijo e outros contos – antologia. São Paulo: Ática, 1989. Fragmento.

A narradora usa o pronome “ela” repetidas vezes para referir-se à


3. Leia o texto a seguir e responda.

Livres, anônimos e abandonados

    Fazendo um retrospecto na história, encontramos que a primeira instituição com caráter de atendimento à infância tenha nascido na Itália e se expandido por toda Europa e posteriormente no Brasil. Chamava-se “Roda dos Expostos” e recebia essa denominação porque em sua entrada havia um dispositivo que se encaixava em um eixo giratório. Sua função era dar anonimato ao abandono de crianças. Para “expor” uma criança bastava colocá-la dentro da caixa, girá-la a 180º e apertar a campainha. Do outro lado ficava o funcionário para receber a criança abandonada. Nenhuma das identidades era revelada. Esta era uma instituição do tipo total, pois as crianças passavam tempo integral de suas vidas e tinham nela seu único abrigo. No Brasil, esse tipo de instituição chegou por volta de 1726 e esteve em vigor até 1950.

    A partir de 1935, a Casa de Expostos de São Paulo, localizada no bairro do Pacaembu, passou a ser conhecida como Asilo Sampaio Vieira. Posteriormente, essa instituição passou a se denominar Educandário Sampaio Vieira, depois Casa da Criança do Serviço Social de Menores, e por fim, constituiu-se como a Unidade de Triagem Sampaio Viana (UT-1), da FEBEM-SP, que atendia crianças do sexo masculino e feminino, de até seis anos e onze meses.

(Sociologia: ciência&vida, ano II, número 17. Adaptado)

Segundo as informações do texto, a caixa giratória era um expediente da Roda que


4. Leia o texto a seguir e responda.

Um arriscado esporte nacional

    Os leigos sempre se medicaram por conta própria, já que de médicos e de loucos todos temos um pouco, mas esse problema jamais adquiriu contornos tão preocupantes no Brasil como atualmente. Qualquer farmácia conta hoje com um ar¬senal de armas de guerra para combater doenças de fazer inveja à própria indústria de material bélico nacional. Cerca de 40% das vendas realizadas pelas farmácias nas metrópoles brasileiras destinam-se a pessoas que se automedicam. A indústria farmacêutica de menor porte e importância retira 80% de seu faturamento da venda “livre” de seus produtos – isto é, das vendas realizadas sem receita médica.

    Diante desse quadro, o médico tem o dever de alertar a população para os perigos ocultos em cada remédio, sem que, necessariamente, faça junto com essas advertências uma sugestão para que os entusiastas da automedicação passem a gastar mais em consultas médicas. Acredito que a maioria das pessoas se auto¬medicam por sugestão de amigos, leitura, fascinação pelo mundo maravilhoso das drogas “novas” ou simplesmente para tentar manter a juventude. Qualquer que seja a causa, os resultados podem ser danosos.

MEDEIROS, Geraldo. – Revista Veja, 18 de dezembro, 1985.

O tema abordado no texto é


5. (SEAPE). Leia o texto abaixo.

Cuidar da saúde... de todos

    Mundo Jovem: Que questões devemos levar em conta para termos uma vida saudável?

    Jane Maria Reos Wolff: Devemos ter a responsabilidade com as atitudes que vão trazer para nós uma qualidade de vida melhor. A atividade física é fundamental. E não precisamos ir lá para a academia malhar. Podemos caminhar ao ar livre, próximo ao local onde moramos, onde trabalhamos. Uns 30 minutos e ir acrescentando 10 minutos a cada semana, até chegar em uma hora, três vezes por semana. Na caminhada, olhamos o ambiente e estamos nos cuidando. Esse é um momento muito importante, porque envolve cuidado e alguma distração. Melhora a saúde física, porque trabalhamos a musculatura e as articulações, melhoramos as atividades cardíaca e respiratória. A circulação melhora nosso corpo. Estaremos fazendo um bem para nós mesmos modificando a atividade. Em vez de ficarmos sentados o tempo todo na frente da televisão, vamos caminhar, correr...

    Mas quem prefere esportes ou mesmo a academia, fique à vontade: o importante é fazer atividade física. Outra atitude que não pensamos muito como cuidado de saúde é o uso do cinto de segurança, que pode prevenir acidentes graves e poupar nossa vida. [...] Então precisamos estar atentos a essas atitudes de preservação e de prevenção relativas à nossa saúde.

Disponível em: http://www.mundojovem.pucrs.br/entrevista-02-2012.php. Acesso em: 22 dez. 2011. Fragmento.

Nesse texto, para defender a importância da atividade física para a saúde, a entrevistada utiliza como argumento o trecho:


6. (SPAECE). Leia o texto abaixo.

As buscas via internet

    Estudo realizado pela universidade de Buenos Aires, na Argentina, mostra como os estudantes procuram informações na rede mundial A tecnologia está cada vez mais presente na vida de todos. Tanto é assim que pela primeira vez na história o Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação Comparada, a famosa prova realizada com jovens de 15 anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE) vai incluir, neste mês de maio, um teste para ser respondido com o auxílio do computador. As 27 questões serão aplicadas apenas em 17 países (dos quase 60 que fazem o Pisa), justamente para medir a capacidade de encontrar informações e construir conhecimento utilizando a rede mundial.

    No entanto, o uso de computadores na escola ainda não está tão disseminado em nosso país (e em muitos de nossos vizinhos). Pesquisa divulgada no mês passado mostrou que 63% dos estudantes brasileiros dizem que o lugar mais habitual para acessar a internet é a escola. Porém esses mesmos jovens afirmam que metade dos professores não utiliza nem recomenda a rede. E apenas um em cada dez entrevistados aprendeu a usar a ferramenta com um educador.

GROSSI, Gabriel Pillar. Nova Escola, maio 2009, p. 94.

Qual é a principal informação desse texto?


7. (SAEPE). Leia o texto abaixo.

Pela janela

    Quando eu percebi que a Milena estava olhando para mim, lá do outro lado da classe, virei o rosto para a lousa, onde a professora acabava de escrever uma pergunta. Antes do recreio, a gente tinha assistido A guerra do fogo e agora estávamos em grupos de quatro, fazendo um trabalho sobre o filme.

    A história se passava na Idade da Pedra, não tinha falas, só grunhidos saindo das bocas dos homens das cavernas. [...]

    Em torno da minha mesa estavam Geandré, o Walter, o Duílio e eu. Estávamos sentados próximos à janela, de onde eu podia ver os menores correndo, lá embaixo. [...] Olhei para Milena, bem rápido, ela estava me olhando, de novo, mas virou o rosto, quando me viu. No dia anterior, a Milena passou por mim, na saída e, sem me olhar, pôs um papel dobrado na minha mão. De um lado estava escrito “De Milena” e no outro “Para Rodrigo”.

    Eu coloquei o papel no bolso e só tive coragem de ler quando cheguei em casa, depois de mais de uma hora na perua, com ele queimando no meu bolso.

PRATA, Antônio. Carta fundamental. set. 2009.

Quem é o narrador desse texto?


8. (SAEPE). Leia o texto abaixo.

    Literatura. [Do lat. Litteratura.] S. f. 1. Arte de compor ou escrever trabalhos artísticos em prosa ou verso.

    2. O conjunto de trabalhos literários dum país ou duma época. 3. Os homens de letras. 4. A vida literária. 5. A carreira das letras. 6. Conjunto de conhecimentos relativos às obras ou aos autores literários. 7. Qualquer dos usos estéticos da linguagem. (q.v.) 8. Fam. Irrealidade, ficção. 9. Bibliografia. 10.Conjunto de escritos de propaganda de produto industrial.

Dicionário Aurélio Eletronico Século XXI. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, versão 3.0.

A finalidade desse texto é


9. (SEDUC-GO). Leia o texto abaixo e responda.

A melhor amiga do homem

Diogo Schelp

    Devemos muito à vaca. Mas há quem a veja como inimiga. A vaca, aqui referida como a parte pelo todo bovino, é acusada de contribuir para a degradação do ambiente e para o aquecimento global. Cientistas atribuem ao 1,4 bilhão de cabeças de gado existentes no mundo quase metade das emissões de metano, um dos gases causadores do efeito estufa. Acusam-se as chifrudas de beber água demais e ocupar um espaço precioso para a agricultura.

    O truísmo inconveniente é que homem e vaca são unha e carne. [...] Imaginar o mundo sem vacas é como desejar um planeta livre dos homens – uma ideia, aliás, vista com simpatia por ambientalistas menos esperançosos quanto à nossa espécie. “Alterar radicalmente o papel dos bovinos no nosso cotidiano, subtraindo-lhes a importância econômica, pode levá-los à extinção e colocar em jogo um recurso que está na base da construção da humanidade e, por que não, de seu futuro”, diz o veterinário José Fernando Garcia, da Universidade Estadual Paulista em Araçatuba. [...]

    A vaca tem um papel econômico crucial até onde é considerada animal sagrado. Na Índia, metade da energia doméstica vem da queima de esterco. O líder indiano Mahatma Gandhi (1869-1948), que, como todo hindu, não comia carne bovina, escreveu: “A mãe vaca, depois de morta, é tão útil quanto viva”. Nos Estados Unidos, as bases da superpotência foram estabelecidas quando a conquista do Oeste foi dada por encerrada, em 1890, fazendo surgir nas Grandes Planícies americanas o maior rebanho bovino do mundo de então. “Esse estoque permitiu que a carne se tornasse, no século seguinte, uma fonte de proteína para as massas, principalmente na forma de hambúrguer”, escreveu Florian Werner. [...] Comer um bom bife é uma aspiração natural e cultural. Ou seja, nem que a vaca tussa a humanidade deixará de ser onívora.

Revista Veja. p. 90-91, 17 jun. 2009. Fragmento.

De acordo com o autor desse texto,


10. (PROEB). Leia o texto abaixo.

Diponível em: http://www.meninomaluquinho.com.br.

Esse texto é engraçado, porque


11. (SAEPI). Leia o texto abaixo.

Doce bem salgado

Em restaurantes finos, sobremesas comuns têm preço de prato principal.

    Foram-se os tempos em que quem pagava a conta no restaurante se preocupava apenas com o preço do prato principal e da bebida. Agora, em casas elegantes do Rio de Janeiro e de São Paulo, os doces podem ser a parte mais salgada da notinha. E não se está falando, necessariamente, de sobremesas sofisticadas ou criações originais dos chefs. Uma torta de morango do Massimo, em São Paulo, abocanha 17 reais do cliente. Só para fazer uma comparação que os donos de restaurante detestam: com esse dinheiro é possível comprar onze caixas da fruta, com 330 moranguinhos. Ou um filé com fritas num restaurante médio.

    No Le Champs Elisées, no Rio, uma torta de maçã sai por 15 reais, mesmo preço da torta de figo do Le Saint Honoré. “Nossos doces são elaborados e não estão na geladeira há dois dias, como os de outros lugares”, justifica o chef Alain Raymond, do Champs Elisées.

Disponível em: http://veja.abril.com.br/150999/p_106a.html. Acesso em: 25 mar. 2010.

No trecho “... os doces podem ser a parte mais salgada da notinha.” (1° parágrafo), a expressão em destaque foi utilizada no intuito de


12. (AREAL). Leia os textos abaixo.

Texto 1

Armadilha para o mosquito da dengue

    O cientista Maulori Cabral, professor de microbiologia da UFRJ, e pesquisadores da universidade da Fiocruz descobriram que uma garrafa pet pode virar uma arma para derrotar o mosquito da dengue. A armadilha ganhou o nome de “mosquitérica”.

    A invenção é feita com uma garrafa pet, um pedaço de microtule, lixa, fita isolante, alpiste, arroz ou ração para gato e uma tesoura.

    A garrafa é cortada, a boca coberta com o tule, dentro vai arroz triturado e depois água.

    Uma parte da garrafa é encaixada na outra e vedada com fita isolante. O mosquito vai colocar os ovos perto da água. As larvas nascem, passam pela tela para comer lá embaixo.

    Elas crescem e não conseguem voltar pela tela, ficando presas dentro da garrafa e morrem.

    Mas antes de fabricar a sua própria mosquitérica, é preciso se livrar de todos os possíveis focos de mosquito em casa. Só assim a armadilha vai ser 100% efi ciente para eliminar o Aedes Aegypt.

    Atenção! Não confundir o microtule com tule, aquele usado em véu de noiva. O tule é mais aberto e pode deixar o mosquito escapar. Também é importante trocar a água uma vez por mês e, antes de jogar fora, colocar detergente para matar as larvas do mosquito.

Disponível em: http://www.combateadengue. com.br/?p=157#ixzz1FjhleNif. Acesso em: 2 mar. 2011. * Adaptado: Reforma Ortográfica.

Texto 2

Disponível em: http://crismonsores.blogspot.com/2010/ 07/luta-contra-dengue-continua.html. Acesso em: 2 mar. 2011.

Uma informação comum a esses dois textos é




Quiz 10: PORT. - 3ª Série (Ens. Médio)

Quiz 10: PORTUGUÊS - 3ª Série (Ens. Médio)
Quiz 10: PORTUGUÊS - 3ª Série (Ens. Médio)

1. (SAERJ). Leia o texto abaixo.

Burro-sem-rabo

    São dez horas da manhã. O carreto que contratei para transportar minhas coisas acaba de chegar.

    Vejo sair a mesa, a cadeira, o arquivo, uma estante, meia dúzia de livros, a máquina de escrever. Quatro retratos de criança emoldurados. Um desenho de Portinari, outro de Pancetti. Levo também este cinzeiro. E este tapete, aqui em casa ele não tem serventia.

    E esta outra fotografia, ela pode fazer falta lá.

    A mesa é velha, me acompanha desde menino: destas antigas, com uma gradinha de madeira em volta, como as do tabelião do interior. Gosto dela: curti na sua superfície muita hora de estudo para fazer prova no ginásio; finquei cotovelos em cima dela noites seguidas, à procura de uma ideia. Foi de meu pai. É austera, simpática, discreta, acolhedora e digna: lembra meu pai.

    Esta cadeira foi de Hélio Pellegrino, que também me acompanha desde menino: é giratória e de palhinha. Velha também, mas confortável como as amizades duradouras.

    Mandei reformá-la e tem prestado serviços, inspirando-me sempre a sábia definição de Sinclair Lewis sobre o ato de escrever: é a arte de sentar-se numa cadeira.

    E lá vai ele, puxando a sua carroça, no cumprimento da humilde profissão que lhe vale o injusto designativo de burro-sem-rabo. Não tenho mais nada a fazer, vou atrás.

    Vou atrás das coisas que ele carrega, as minhas coisas; parte de minha vida, pelo menos parte material, no que sobrou de tanta atividade dispersa: o meu cabedal. [...]

SABINO, Fernando. A mulher do vizinho. Rio de Janeiro: Ed. do autor, 1962, p. 10-12.

No trecho “... que também me acompanha desde menino:...” (5° parágrafo), a palavra destacada refere-se a


2. Leia o texto a seguir e responda.

DESAPARECIMENTO DE PROFISSÕES ESTIMULA A INFORMALIDADE

    Para os especialistas do trabalho, o desaparecimento de profissões e ocupações vem acompanhado do surgimento de outras novas funções, geralmente mais complexas. Isso faz parte da dinâmica atual da sociedade. Por isso mesmo, muitos trabalhadores ficam sem alternativa e tendem a migrar para o setor informal, por exemplo, quando ficam desempregados. Até porque não há vagas para a maioria.

    “O que temos observado, no avanço da ciência e da tecnologia, é que profissões começaram a desaparecer nos moldes em que funcionavam no início”, explica Sílvia Gusmão, psicóloga especialista em orientação profissional. A questão é que algumas ocupações, como a de telefonista, ainda são possíveis de serem relocadas para as novas demandas – como as de atendentes dos “call centers”, por exemplo. Mas, no caso de funções mais repetitivas, de menor escolaridade, não há muito jeito. São essas as mais ameaçadas. Por isso mesmo, nas grandes empresas e principalmente nas indústrias que se automatizaram, o processo de extinção de funções tem sido muito mais drástico.

    Embora pareça, a tecnologia não é a única razão.

    Os estudiosos mais otimistas acreditam em políticas públicas de requalificação para novos negócios, voltada a quem deixou de ocupar funções obsoletas. Para outros, não há saída. “Trata-se de um diagnóstico sem volta. Só reinventando uma nova sociedade. Não se pode pensar no futuro, baseando-se na garantia de emprego”, analisa o doutor em direito do trabalho Gaspar Andrade, autor do livro Direito e pós-modernidade.

Jornal do Commercio. A Dinâmica da Exclusão. 01 de maio de 2006. p.10.

Após a leitura do Texto, percebe-se que


3. (Seduc-GO). Leia o texto abaixo e, a seguir, responda.

Gregório de Matos

  Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,

  Depois da Luz se segue a noite escura,

  Em tristes sombras morre a formosura,

  Em contínuas tristezas a alegria.

  Porém se acaba o Sol, por que nascia?

  Se formosa a Luz é, por que não dura?

  Como a beleza assim se transfigura?

  Como o gosto da pena assim se fia?

  Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza,

  Na formosura não se dê constância,

  E na alegria sinta-se tristeza.

  Começa o mundo enfim pela ignorância,

  E tem qualquer dos bens por natureza

  A firmeza somente na inconstância.

O texto tem como tema


4. (Seduc-GO). Leia o texto abaixo e responda.

A corrida aos exoplanetas

    Seres extraterrestres habitam há décadas as telas do cinema e as páginas dos romances de ficção científica. O tema parece não esgotar sua capacidade de excitar a imaginação de espectadores e leitores. Quando entramos no território objetivo da pesquisa científica, porém vê-se que nenhuma descoberta concreta a respeito da vida fora do nosso planeta foi até agora alcançada. Megaprojetos como o Seti (Search for Extraterrestrial Intelligence) tentam, desde 1960, estabelecer contato com inteligências alienígenas por meio de radiotelescópios gigantescos. (...)

    No entanto, nenhum sinal desses seres distantes foi até agora captado. A boa notícia é que, finalmente, cientistas decidiram focar seus telescópios no outro lado da equação: uma série de projetos e missões de alta tecnologia estão sendo desenhados não mais para ajudar os extraterrestres a nos amedrontar, e sim para nos ajudar a encontrá-los. Ou seja, saímos da postura passiva tipo “por favor, olhem, estamos aqui” para uma postura mais ativa, tipo “não adianta se esconderem, nós vamos descobrir onde vocês estão.” Embora ainda em seus primeiríssimos passos, as evidências circunstanciais desse novo posicionamento sugerem fortemente a probabilidade de que não estamos sós no universo.

Revista Planeta, Nov/2009, ano 37, edição 446, p.44

O argumento que sustenta a tese de que não existe vida em outro planeta é


5. (SEDUC-GO). Leia o texto abaixo e responda.

Os índios descobertos pelo Google Earth

    Duas aldeias de índios que vivem isolados foram fotografadas pela primeira vez, na fronteira entre o Peru e o Acre. O sertanista José Carlos Meirelles, da Funai, havia encontrado ainda em terra vestígios de duas etnias desconhecidas e dos nômades maskos.

    Rieli Franciscato, outra sertanista da Funai, localizou as coordenadas exatas das malocas pelo Google Earth, programa que fornece mapas por satélite. Meirelles, que procurava os povos havia 20 anos, sobrevoou a área e avistou os roçados e as ocas. O avião assustou a tribo, que nunca teve contato com o homem branco. As mulheres e crianças correram, e os homens tentaram flechar o avião. A exploração de madeira no lado peruano pode ter estimulado a migração das etnias para o território brasileiro.

Época, n. 524, 02/06/2008, p.17.

Esse texto aborda, prioritaria


6. Leia o texto a seguir e responda.

O Mato

    Veio o vento frio, e depois o temporal noturno, e depois da lenta chuva que pas¬sou toda a manhã caindo e ainda voltou algumas vezes durante o dia, a cidade entar¬deceu em brumas. Então o homem esqueceu o trabalho e as promissórias, esqueceu a condução e o telefone e o asfalto, e saiu andando lentamente por aquele morro coberto de um mato viçoso, perto de sua casa. O capim cheio de água molhava seu sapato e as pernas da calça; o mato escurecia sem vaga-lumes nem grilos.

    Pôs a mão no tronco de uma árvore pequena, sacudiu um pouco, e recebeu nos cabelos e na cara as gotas de água como se fosse uma bênção. Ali perto mesmo a cidade murmurava, estava com seus ruídos vespertinos, ranger de bondes, buzi¬nar impaciente de carros, vozes indistintas; mas ele via apenas algumas árvores, um canto de mato, uma pedra escura. Ali perto, dentro de uma casa fechada, um telefone batia, silenciava, batia outra vez, interminável, paciente, melancólico. Alguém, com certeza já sem esperança, insistia em querer falar com alguém.

    Por um instante o homem voltou seu pensamento para a cidade e sua vida. Aquele telefone tocando em vão era um dos milhões de atos falhados da vida ur¬bana. Pensou no desgaste nervoso dessa vida, nos desencontros, nas incertezas, no jogo de ambições e vaidades, na procura de amor e de importância, na caça ao dinheiro e aos prazeres. Ainda bem que de todas as grandes cidades do mundo o rio é a única a permitir a evasão fácil para o mar e a floresta. Ele estava ali num desses limites entre a cidade dos homens e a natureza pura; ainda pensava em seus pro-blemas urbanos - mas um camaleão correu de súbito, um passarinho piou triste em algum ramo, e o homem ficou atento àquela humilde vida animal e também à vida silenciosa e úmida das árvores, e à pedra escura, com sua pele de musgo e seu mis¬terioso coração mineral.

ARRIGUCCI, Jr. Os melhores contos de Rubem Braga. São Paulo: Editora Global Ltda, 1985.

No texto, o elemento que gera a história narrada é


7. (SEDUC-GO). Leia o texto abaixo e responda.

Línguas são assunto de Estado

    Diferentes nações escolhem diferentes soluções para o problema da penetração do idioma estrangeiro, dependendo, entre outras coisas, da realidade social do país. Mas, em todas elas, a linguagem é tratada como questão de Estado. As nações procuram normatizar e regular os idiomas que utilizam, visando o processo de identidade nacional.

    A França, por exemplo, possui, além do francês, algumas outras línguas minoritárias faladas pela população como o bretão, o catalão e o basco. Há, na França, várias organizações dedicadas à língua francesa e à sua defesa contra os “estrangeirismos”. A legislação sobre o idioma francês é bastante detalhada. [...]

    Nos Estados Unidos, além do inglês, o espanhol é amplamente falado, em decorrência da forte presença de imigrantes hispano-americanos. [...]

    O tratamento do tema nos Estados Unidos é bem mais flexível que na França. A Constituição norte-americana, por exemplo, não estabelece o inglês como língua oficial [...]

    Isso não impede que haja tentativas de se adotar leis restritivas – como a proposição 227 na Califórnia, que, se aprovada, obrigará todas as escolas daquele estado a ministrar as aulas em inglês.

    O espanhol é hoje a segunda língua mais falada nos Estados Unidos. [...] A mistura entre inglês e espanhol atingiu tal nível que já se cunhou um novo termo para descrevê-la: o spanglish.

www.consciencia.br/reportagena/linguagem. Acesso em 15/12/2006.

A finalidade desse texto é


8. (Seduc-GO). Leia o texto abaixo e, em seguida, responda.

Choro

Rubem Braga

    Eram todos negros: uma viola, um clarinete, um pandeiro e uma cabaça. Juntaram-se na varandinha de uma casa abandonada e ali ficaram chorando valsas, repinicando sambas. E a gente veio se ajuntando, calada, ouvindo. Alguém mandou no botequim da esquina trazer cerveja e cachaça. E em pé na calçada, ou sentados no chão da varanda, ou nos canteiros do jardinzinho, todos ficamos em silêncio ouvindo os negros.

    Os que ouviam não batiam palmas nem pediam música nenhuma; ficavam simplesmente bebendo em silêncio aquele choro, o floreio do clarinete, o repinicado vivo e triste da viola.

    Só essa música que nos arrasta e prende, nos dá alegria e tristeza, nos leva a outras noites de emoções – e grátis. Ainda há boas coisas grátis, nesta cidade de coisas tão caras e de tanta falta de coisas. Grátis – um favor dos negros.

    Alma grátis, poesia grátis, duas horas de felicidade grátis – sim, só da gente do povo podemos esperar uma coisa assim nesta cidade de ganância e de injustiça. Só o pobre tem tanta riqueza para dar de graça.

Texto adaptado de BRAGA, Rubem. Um pé de milho. 5 ed., Rio de Janeiro: Record, 1993, pp. 104-105.

A alternativa que apresenta uma opinião do narrador é


9. (SADEAM). Leia o texto abaixo e responda.

O burro selvagem e o burro doméstico

    Um burro selvagem, como visse um burro doméstico tomando sol, aproximou-se e o felicitou por sua constituição física e pelo proveito que tirava da forragem. Mas depois, ao vê-lo carregando um fardo, tendo atrás o asneiro que lhe batia com um cacete, disse: “Ah! Não mais te felicito, pois vejo que tens coisas em abundância, mas não sem grandes males!”.

    Assim, não é invejável o ganho acompanhado de perigos e sofrimentos.

ESOPO. Fábulas completas. São Paulo: Moderna, 1994.

Nesse texto, a sequência narrativa tem a função de


10. (SAEMS). Leia o texto abaixo.

Eu te amo não diz tudo!

    O cara diz que te ama, então tá! Ele te ama. Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado. Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas.

    Mas ouvir que é amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros. A demonstração de amor requer mais do que beijos [...] e palavras, precisa de lealdade, sinceridade, fidelidade...

    Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso.

    Sentir-se amado é ver que ela se lembra de coisas que você contou há dois anos atrás; é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d’água. Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão....

    Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.

    Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

    Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

    Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo! “Me ame quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso”.

MEDEIROS, Martha. Disponível em: http:/www.aldeianago.com.br/artigos/6- comportamento/6046-sentir-se-amado-por- martha-medeiros. Acesso em: 26 out. 2012.

Nesse texto, a expressão “tempestade em copo d’água” (4° parágrafo) sugere


11. (PROEB). Leia os textos abaixo.

Texto 1

Identidade (DUPLA) revelada

    O olhar enigmático e o sorriso misterioso da Mona Lisa guardam segredos que permaneceram ocultos por mais de 500 anos. Agora, o maior deles – a identidade da modelo retratada por Leonardo Da Vinci – foi aparentemente desvendado, como anunciaram ontem pesquisadores do Conselho Nacional para Valorização do Patrimônio Histórico, Cultural, Arquitetônico e Ambiental da Itália. Depois de fotografar em altíssima resolução a obra, os cientistas encontraram informações que, garantem, levaram à solução do enigma. E a conclusão é tão surpreendente quanto a genialidade de Da Vinci. O rosto visto por 8,5 milhões de pessoas todos os anos no Museu do Louvre, em Paris, é formado pela fusão dos semblantes de uma mulher e de um homem: Lisa Ghirardini, italiana que encomendou o quadro, e Gian Oreno, servo e aluno do pintor, também conhecido como Salai.

MELO, Max Milliano. Correio Braziliense. Brasília, 3 fev. 2011. Fragmento.


Texto 2

Desvendado o segredo de Mona Lisa

    O enigmático sorriso de “Mona Lisa”, pintado pelo mestre italiano Leonardo Da Vinci, parece ter sido desvendado. Pelo menos é esta a convicção da neurobióloga e professora da Harvard Medical School, Margaret Livingstone. No Congresso Europeu de Percepção Visual, que decorreu na semana passada na Corunha (Galiza), aquela investigadora explicou que o sorriso misterioso de Gioconda não passa de uma ilusão óptica. A enigmática expressão parece desaparecer quando fixamos o quadro de frente e reaparece quando o olhar se fixa noutras partes do quadro. Por esta razão, só conseguimos visualizar o sorriso desde que os lábios da “musa” inspiradora de Da Vinci fiquem no nosso campo da visão periférica.

Disponível em: http://monalisasegredo.blogspot.com/2008/07 /desvendado-o-sorriso-de-mona-lisa.html. Acesso em: 7 fev. 2011. Fragmento.

Uma abordagem do Texto 1 também presente no Texto 2 é


12. Leia o texto a seguir e responda.

A AVENTURA DO COTIDIANO

Parábola da falta d’água:

    Vivia faltando água naquela fábrica. O dono da fábrica tinha de se valer de um sujeito que lhe trazia uma pipa d’água regularmente, ao preço de três mil cruzeiros.

    Um dia o tal sujeito o abordou:

    — O patrão vai me desculpar, mas vamos ter de aumentar o preço. De hoje em diante a pipa vai custar cinco mil cruzeiros.

    — Cinco mil cruzeiros por uma pipa d’água? Você está ficando doido?

    — Não estou não senhor. Doido está é o manobreiro, que recebia dois e agora quer receber três.

    — E posso saber que manobreiro é esse?

    — Manobreiro desta zona, responsável pelo controle da água. Eu vinha pagando dois mil a ele, mas agora ele quer é três. Não sobra quase nada pra mim, que é que há? E está ameaçando de abrir o registro se eu não pagar.

    — Abrir o registro? Que conversa é essa? Me explique isso melhor.

    — Se o senhor não me pagar, eu não pago a ele.

    Ele deixa entrar a água e lá se vai por água abaixo o nosso negocinho.

SABINO, Fernando. Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. p. 740.

Conforme o sentido do texto pode-se afirmar que o dono da fábrica